
Líderes indígenas, bispos, cardeais e lideranças pastorais participam do encontro. Foto © CNBB-Comissão Especial para a Amazónia.
Líderes indígenas, 60 bispos, dois cardeais, religiosos e leigos representantes das estruturas pastorais e organismos que atuam na Igreja da Amazónia reúnem em Manaus (Brasil) de 19 a 22 de agosto para debater “os avanços, as dificuldades e os desafios” vividos na região “à luz da exortação apostólica Querida Amazónia [de 2020] e dos últimos documentos do Papa”, anunciou no dia 16 de agosto a Comissão Episcopal Especial para a Amazônia (CEEA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
A Igreja que se fez carne, alarga sua tenda na Amazónia: Memória e Esperança é o tema do V Encontro da Igreja da Amazónia que, segundo Gilberto Pastana, arcebispo de São Luiz (Maranhão), e presidente da CEEA, “o objetivo é (…) vermos quais são os desafios emergentes e o que esperamos da atuação da Igreja da Amazónia”.
A secretária executiva da Rede Eclesial Pan-Amazónica (REPAM-Brasil), irmã Maria Irene Lopes, adiantou que “para este encontro foi feito um levantamento da conjuntura eclesial com todas as [estruturas] regionais” e “a partir desses dados será feita uma partilha dos caminhos que estão sendo traçados”. Irene Lopes chamou a atenção para o facto de estar também em cima da mesa “o tema do rito amazónico e outros assuntos importantes para a Igreja”.
A propósito do rito amazónico, a REPAM-Brasil divulgava no final de 2022 uma entrevista com Eugenio Coter, bispo do Vicariato Apostólico de Pando, (Amazónia boliviana), na fronteira com o Peru e o Brasil, e coordenador do núcleo do rito amazónico, a “comissão encarregada de formular uma hipótese sobre esta importante e possível novidade”. O bispo Coter lembrava que, ao contrário de outras adaptações do rito latino, neste caso “tentamos proceder de maneira diferente, começando de baixo, da vida, das celebrações que se vivem na Amazónia, da religiosidade popular vivida, da experiência de vida. Por trás do rito, está uma visão de Igreja e de cultura”.
“O núcleo procurará discernir se se trata apenas de mudança do rito, ou se, como ficou claro no debate sinodal [Sínodo Especial para a Região Pan-Amazónica de outubro de 2019], será tocada também a disciplina dos sacramentos, os ministérios e o direito canónico”, adiantava a publicação da REPAM-Brasil.
No final do encontro será divulgada uma carta ao povo de Deus da Amazónia.









