Evocação dos 500 anos das perseguições

Jovens universitários ciganos formam comité nacional para combater discriminação

| 19 Jul 2023

Ilustraçao do cartaz da iniciativa Cinco Séculos de População Cigana de Portugal. Foto ObCig

Ilustração do cartaz do debate “Cinco Séculos de População Cigana de Portugal”, que terá lugar esta quinta-feira, 20 de julho. Foto  © ObCig.

 

Os 39 jovens ciganos que frequentam atualmente o ensino universitário a nível nacional acabam de juntar-se para formar o Comité dos Jovens Ciganos de Portugal. A iniciativa surge no âmbito do núcleo jovem da comissão promotora da evocação do quinto centenário das perseguições aos portugueses ciganos, que será assinalado no biénio 2025-2026, “mas tem vida própria e independente” e “enche-nos de expetativas”, adianta ao 7MARGENS Jorge Bento Silva, membro do secretariado da comissão.

O novo comité, explica o ex-funcionário europeu, “tem a sua sua base nos 39 jovens ciganos que frequentam atualmente o ensino universitário e a intenção de incluir outros jovens ciganos portugueses para equacionar em termos próprios as questões que os preocupam: discriminação, preconceito, emprego, criação de empresas, habitação, saúde, língua”, mas não só. O objetivo é também refletir sobre “o papel da identidade cigana dentro da identidade nacional portuguesa e na relação com os 16 milhões de ciganos da diáspora mundial”, acrescenta.

Para Jorge Bento Silva, só este fruto já teria “valido todo esforço” da comissão promotora, tal o seu potencial. Mas o membro do secretariado não deixa de destacar e valorizar os restantes frutos que já surgiram desde que, há pouco menos de um mês, a comissão anunciou publicamente a sua proposta de evocação do quinto centenário das perseguições aos portugueses ciganos.

 

“Projetos ambiciosos” já em preparação para 2025-2026

“Houve uma reação notável quer das instituições quer da sociedade civil a uma iniciativa sem precedentes na forma e conteúdo”, afirma. “Em apenas três semanas desde o anúncio público no Dia Nacional da Pessoa Cigana [24 de junho], o Presidente da Republica ofereceu Alto Patrocínio e integrar a Comissão de Honra, o presidente da Assembleia da República deu nota pública de apoio, indicou que terá lugar exposição sobre o tema e agendou a matéria em conferência de lideres, e o Governo recebeu a comissão promotora  e designou ponto focal na Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações”, destaca.

Quanto à proposta de evocação, que foi disponibilizada para subscrição no site Petição Pública, passou de 154 subscritores iniciais “para quase 1000”, assinala também Jorge Bento Silva.

Para esta quinta-feira, 20 de julho, das 10h30 às 12h30, está agendado um debate online sobre a iniciativa, organizado pelo Observatório das Comunidades Ciganas (ObCig). Intitulado “Cinco Séculos de População Cigana de Portugal”, já “conta com 160 pessoas inscritas muitas das quais educadores, mediadores culturais  e técnicos e eleitos municipais”. As inscrições estão abertas até às 17 horas desta quarta-feira, através do formulário https://forinq.acm.webhs.org/index.php/389284?lang=pt.

E já há “diversos eventos” a ser pré-programados para 2025-2026 por entidades da sociedade civil, bem como “projetos ambiciosos em preparação” assegura o responsável, “não só nos planos artístico e simbólico, mas também para que à luz desta evocação sejam reunidos meios e vontades para avançar concretamente”, nomeadamente “no acesso cigano ao trabalho e à criação de empresas ou na luta contra a segregação urbana”.

A dois anos do início da evocação, “esses vários tipos de impacto  já são notórios e continuam em crescimento rápido”, congratula-se Jorge Bento Silva, até porque “isto está só a começar”.

 

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Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo XII do Tempo Comum B. ⁠Hospital de Santa Marta⁠, Lisboa, 22 de Junho de 2024.

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Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Na Casa de Oração Santa Rafaela Maria

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Estamos neste mundo, não há dúvida. Mas como nos relacionamos com ele? E qual o nosso papel nele? “Estou neste mundo como num grande templo”, disse Santa Rafaela Maria, fundadora das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em 1905. A frase continua a inspirar as religiosas da congregação e, neste ano em que assinalam o centenário da sua morte, “a mensagem não podia ser mais atual”, garante a irmã Irene Guia ao 7MARGENS. Por isso, foi escolhida para servir de mote a uma tarde de reflexão para a qual todos estão convidados. Será este sábado, às 15 horas, na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e as inscrições ainda estão abertas.

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