“EsperanZa” é o título da 28ª edição de Las Edades del Hombre, uma grande exposição de obras de arte que acaba de ser inaugurada na cidade castelhana de Zamora, em Espanha, que recebe visitas até à Semana Santa de 2026.
O tema da Esperança desta edição segue o do ano jubilar, proclamado pelo Papa Francisco para 2025. O certame está montado na Catedral do Salvador e na Igreja de São Cipriano e compõe-se de 85 obras de valor excecional, de Castela e Leão e de outras regiões da Espanha e de Portugal.
As obras estão organizadas num “prelúdio”, instalado em São Cipriano, e em três “momentos”, intitulados “Paixão”, “Ressurreição” e “Missão”, inseridos em ambientes específicos, na Catedral.
A “EsperanZa” dá destaque, pela primeira vez na história de Las Edados del Hombre, a dois artistas universais, ambos com características muito próprias: Diego de Velázquez, com uma “Imaculada Conceição” da Igreja de La Magdalena, em Sevilha, e Pablo Picasso, com uma “Anunciação” do Museu Picasso, em Barcelona.
Alguns dos maiores nomes da história da arte, incluindo El Greco, Francisco de Goya, Gregorio Fernández, Juan de Juni, Zurbarán, Berruguete e Salzillo figuram também na exposição, com obras que compartiham uma narrativa com artistas contemporâneos como Venancio Blanco e Pablo Gargallo.
Artistas zamoranos também têm papel de destaque nesta edição: de Antonio Pedrero e Tomás Crespo a Ele Pozas e Satur Vizán.
A informação sobre horários e condições de acesso encontram-se disponíveis no site da exposição, podendo os bilhetes ser adquiridos com antecedência, através da internet.
As dezenas de milhar de pessoas, que de toda a Espanha e também de Portugal e de outros países criaram já o hábito de visitar Las Edades del Hombre encontram, no final da visita à exposição, uma experiência de imersão em realidade virtual.
Segundo informação divulgada pelos organizadores, essa experiência propõe um enredo que desafia os visitantes a testemunhar e participar na reconstrução colaborativa de uma cidade.
Las Edades del Hombre assume-se como “o projeto cultural mais emblemático e abrangente desenvolvido em Castela e Leão e um dos mais importantes” de Espanha. Nasceu em 1988, com o objetivo de “preservar, pesquisar e divulgar o património religioso de Castela e Leão”. Tem um conselho de curadores composto pelos arcebispos e bispos das onze dioceses daquela região do país vizinho.
A projeção internacional deste projeto levou a que fossem feitas exposições na Bélgica e Estados Unidos da América (Nova Iorque). Em mais de três décadas de exposições, foram mostradas mais de 5.000 obras de arte (30 por cento das quais restauradas num Centro de Conservação e Restauração do Mosteiro de Santa María de Valbuena, em que tem sede a Fundação que dá estrutura e horizonte ao projeto. Calcula-se em mais de 12 milhões os visitantes que frequentaram as 27 edições que antecederam a de Zamora.










