
Jerry Pillay sublinha que está ao lado do Papa quando ele diz que “as soluções mais eficazes não virão só dos esforços individuais, mas sobretudo das grandes decisões da política nacional e internacional”. Foto © Ivars Kupcis/CMI.
O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Jerry Pillay, considera a mais recente exortação apostólica do Papa Francisco, Laudate Deum, “uma mensagem importante para um mundo que caminha rumo ao colapso climático” e compromete-se a “trabalhar em conjunto e unir esforços para mover o mundo rumo a um futuro mais justo e sustentável”.
“Não podemos estar mais de acordo com a afirmação do Papa Francisco de que a eliminação progressiva de todos os combustíveis fósseis é ‘um passo urgente e necessário’ para cumprir as metas do Acordo de Paris”, escreveu o académico e pastor da Igreja presbiteriana que lidera o CMI, em comunicado divulgado na página daquela organização.
Pillay sublinha que está também ao lado do Papa quando ele diz que “as soluções mais eficazes não virão só dos esforços individuais, mas sobretudo das grandes decisões da política nacional e internacional”. Assim, “a escala da crise exige uma abordagem global, coordenada e integrada que só pode ser forjada através das conferências sobre o clima convocadas pelas Nações Unidas”, reconhece o secretário-geral do CMI, que congrega cerca de 350 igrejas e denominações protestantes, anglicanas e ortodoxas.
“O CMI, juntamente com parceiros ecuménicos, inter-religiosos e da sociedade civil, compromete-se a envolver-se neste espaço, especificamente na 28ª Conferência das Partes ou COP28, que será realizada no Dubai, de 30 de novembro a 12 de dezembro, para falar a verdade ao poder e chamar governos e empresas às suas responsabilidades históricas para com as comunidades vulneráveis e o planeta”, anuncia Jerry Pillay no comunicado.
E conclui: “Se quisermos superar a crise climática, a humanidade deve aprender a partilhar recursos, fazer reparações, transcender divisões, trabalhar em conjunto e unir esforços para mover o mundo rumo um futuro mais justo e sustentável”. Tal como Francisco sugere na Laudate Deum, ao convidar todas as pessoas “a acompanhar este percurso de reconciliação com o mundo que nos alberga”.









