
Captura de imagem da transmissão do debate da Câmara dos Lordes, a partir da conta de Twitter de Paul Scriven (de pé, na segunda fila, à direita no ecrã, a apresentar a sua proposta.
O liberal democrata Paul Scriven apresentou um projeto de lei na Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento britânico, para “desestabilizar a Igreja da Inglaterra”. A lei proposta — que tem poucas hipóteses de ser aprovada — pretende separar oficialmente a Igreja e o Estado, retirando à Igreja de Inglaterra (anglicana) o estatuto estabelecido de igreja oficial do reino, noticiou La Croix Internacional de 7 de dezembro.
“Numa sociedade moderna, pluralista e secular, é um privilégio religioso bastante arcaico e injustificável” existir uma instituição religiosa “implantada no coração da nossa constituição, no coração da organização e gestão do Estado”, disse Lord Scriven no dia 6 de dezembro ao apresentar o seu projeto de lei e concluiu: “A separação entre a Igreja da Inglaterra e o Estado já deveria ter sido feita há muito tempo.”
Sendo uma proposta legislativa apresentada por um membro do Parlamento, e não pelo Governo, o projeto tem um prazo extremamente limitado para estudo e eventual debate. A possibilidade de vir a tornar-se Lei é, portanto, nula, especialmente porque provém da Câmara dos Lordes, que tem poderes muito mais limitados do que a Câmara dos Comuns.










