
“Inúmeras crianças continuam em grande perigo, expostas a ataques contínuos, deslocamento forçado e incapazes de contar com um sistema de saúde”, diz o responsável de Unicef no Líbano. Foto © Diego Ibarra Sanchez/Unicef
A Unicef estima que mais de 300 mil crianças foram forçadas a abandonar as suas casas na sequência dos ataques israelitas no Líbano. “Muitas foram deslocadas várias vezes, perdendo casas, pais e entes queridos no processo” e estão a viver “com um medo inimaginável”, alertou Edouard Beigbeder, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância naquele país, num comunicado divulgado esta terça-feira, 1 de outubro.
Segundo dados do Ministério da Saúde Pública do Líbano, citados no comunicado, mais de 100 crianças foram mortas desde o início de outubro de 2023, e mais de metade dessas mortes aconteceram só na última semana.
“A escalada nas hostilidades é catastrófica para todas as crianças no Líbano”, afirmou Beigbeder. “Elas estão cercadas por incerteza e violência. Inúmeras crianças continuam em grande perigo, expostas a ataques contínuos, deslocamento forçado e incapazes de contar com um sistema de saúde sobrecarregado e com poucos recursos. A Unicef está a responder às necessidades mais críticas e imediatas das crianças no Líbano, mas requer apoio urgente para sustentar e expandir sua resposta”, acrescentou.
Apesar de ter ampliado “significativamente” as suas operações no terreno e ter conseguido alcançar mais de 50 mil pessoas em mais de 200 abrigos coletivos espalhados pelas várias regiões do país – fornecendo água potável, colchões, sacos-cama, cobertores, kits de higiene, e serviços de saúde, proteção infantil, nutrição e apoio psicossocial – a Unicef reconhece que esta ajuda não é suficiente e apela ao apoio internacional.
“A escala e o ritmo da necessidade no Líbano são esmagadores”, refere a nota à imprensa. As necessidades “ultrapassam a velocidade com que as agências humanitárias podem responder com intervenções que salvam vidas”. Estimando que serão precisos 105 milhões de dólares (cerca de 95 milhões de euros) para dar resposta a essas necessidades nos próximos três meses, o Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou uma nova campanha para recolha de donativos.









