
O cartaz da iniciativa.
Este sábado, as ruas de várias cidades do país estarão ocupadas por manifestantes que defendem o cessar-fogo imediato e uma Palestina livre, numa iniciativa conjunta de várias dezenas de organizações.
A primeira cidade a iniciar a “Manifestação Nacional Palestina Livre” será Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, a partir das 11h. Às 15, juntam-se Lisboa, Braga e Faro. O fim do genocídio do povo palestiniano, o cessar-fogo permanente e a abertura de caminhos para a criação de um estado livre e independente são os objetivos da iniciativa.
Entre os organizadores estão a Associação Olho Vivo, o CIDAC, a Civitas Braga, Coimbra pela Palestina, Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira em Lisboa, Comité de Solidariedade com a Palestina, Consciência Negra, Estudantes Por Justiça e Paz na Palestina – FCSH, SOS Racismo, entre muitos outros coletivos.
As exigências feitas ao Estado português na convocatória incluem a pressão internacional com vista ao cessar-fogo imediato; o fim de qualquer colaboração militar ou logística com o exército israelita; e o apoio à queixa apresentada pela África do Sul junto do Tribunal Internacional de Justiça, bem como ao caso apresentado pelo México e o Chile no Tribunal Penal Internacional, contra a agressão de Israel à Faixa de Gaza. É também exigido que o Estado Português reconheça o Estado da Palestina “imediata e incondicionalmente”.
“Há hoje [na Faixa de Gaza] 1,7 milhões de deslocados, abandonados, sem acesso a água potável, alimentação, cuidados de saúde e sujeitos a bombardeamentos constantes. Ao mesmo tempo, aumentam as incursões militares israelitas, a violência de colonos e as detenções arbitrárias de palestinianos na Cisjordânia”, escrevem os organizadores num manifesto posto a circular.
Em Lisboa, a manifestação decorrerá na Alameda; em Faro, na Rotunda do Liceu, e em Braga, no Coreto da Avenida Central. No caso de Angra do Heroísmo, o local será a Praça Velha.










