
O restaurador Gianluigi Colalucci durante o restauro da pintura do teto da Capela Sistina, um processo que agora é revelado aos visitantes. Foto © Musei Vaticani
Se tenciona visitar os Museus do Vaticano ou, simplesmente, aceder a eles online, pode agora descobrir os “bastidores” de algumas dezenas das suas obras-primas, através de uma funcionalidade nova em suporte digital.
Numa iniciativa inserida no centésimo aniversário do primeiro laboratório daqueles Museus, a que foi dado o título “Para além da superfície – através dos olhos do restaurador”, passa a ser possível entrar em contacto com descobertas, curiosidades e até segredos que os trabalhos de limpeza, restauro e análise de algumas grandes obras deram a conhecer.
São perto de quatro dezenas as obras cujo “lado oculto” está a ser revelado, desde a última segunda-feira, 11 de dezembro e ao longo de um ano. Entre elas, constam os bastidores proporcionados por aquele que foi considerado “o restauro do século” – o da Capela Sistina – que decorreu entre 1980 e 1994. Mas também o S. Jerónimo no Deserto, a Coroação da Virgem, de Rafaello, e o ícone de Maria Salus Populi Romani, de especial devoção do Papa Francisco.
De acordo com a restauradora-chefe dos Museus do Vaticano, Francesca Persegati, os restauradores dos Museus visam, deste modo, comemorar o centenário do seu laboratório, partilhando com os visitantes não apenas aquilo que descobriram, mas também os métodos de restauro. Atualmente, a equipa interna é constituída por 26 restauradores, que contam ainda com dez colaboradores externos.
Os visitantes no local devem estar atentos às obras-primas que têm ao lado um código QR, para poderem aceder a esse universo proporcionado pelos restauradores, munidos com smartphone com aplicação de leitura. Os que acederem através da internet, deverão entrar no site do catálogo dos Museus e clicar na barra “Galeria” (há versão em italiano e inglês).









