
Vista aérea de um grupo de pessoas a replicar o desenho da pomba da paz de Picasso, numa criação do artista Jonh Quigley, no Monte das Tentações. Foto © UNRWA.
O Dia Internacional da Não-Violência, celebrado este sábado, oferece uma oportunidade para inaugurar uma “nova era de paz, confiança e tolerância”, defendeu o secretário-geral das Nações Unidas numa mensagem para assinalar a data.
António Guterres sublinhou que não é por acaso que o dia coincide com o aniversário de Mahatma Gandhi, líder do movimento de independência da Índia e fundador dos princípios da não-violência.
“Para Gandhi, a não-violência, o protesto pacífico, a dignidade e a igualdade eram mais do que palavras, representavam um farol para a humanidade, um mapa para um futuro melhor”, apontou o responsável máximo da ONU, citado pelos serviços de informação das Nações Unidas.
Este movimento é um “um modelo” para enfrentar os tempos difíceis de hoje, reiterou Guterres. “Conflitos e mudanças climáticas, pobreza e desigualdades, desconfiança e divisões, tudo sob a sombra da pandemia covid-19, que continua a devastar pessoas e economias”, afirmou.
O secretário-geral da ONU destacou que a solução para esses desafios “está nas nossas mãos: a solidariedade”. “Precisamos de reconhecer, como fez Gandhi, que o que nos une é muito maior do que aquilo que nos divide. Essa paz é o único caminho para um futuro melhor para todos”, sintetizou.










