
“Temos que fazer uso da língua galega nestes espaços comemorativos, institucionais e oficiais, que é também onde expressamos a nossa alma, o nosso ser galego e o nosso ser crentes”, defende Francisco José Prieto, arcebispo de Santiago de Compostela. Foto © Diocese de Orense
O novo arcebispo de Santiago de Compostela, Francisco José Prieto, anunciou a intenção de que a Igreja diocesana possa adotar a edição revista do Missal Galego, presentemente em fase de impressão, já na próxima quaresma, a partir da segunda metade de fevereiro.
Em entrevista ao jornal La Voz de Galicia, feita e publicada em galego, o arcebispo liga esta adoção da língua autónoma com o esforço de “renovar e fortalecer o impulso evangelizador nas diferentes comunidades e realidades que compõem a vida da Igreja em Santiago”, a qual conta com 1070 paróquias.
O tema da normalização do uso da língua galega não é pacífico na região, em razão de disputas ideológico-politicas e identitárias. Para Francisco José Prieto, o facto de usar o galego nas celebrações eclesiais e pastorais “não é de forma alguma excludente; pelo contrário, damos-lhe um uso padronizado e perfeitamente integrado com o uso do castelhano”.
Na cerimónia solene de tomada de posse, em junho último, na catedral de Compostela, o arcebispo, que já tinha dois anos na diocese como auxiliar, deu um sinal da sua orientação ao usar o galego em grande parte da sua homilia.
“Entendo – diz ele na entrevista – que na nossa terra falamos normalmente [galego], mas também temos que fazer uso da língua galega nestes espaços comemorativos, institucionais e oficiais, que é também onde expressamos a nossa alma, o nosso ser galego e o nosso ser crentes”.









