
Estátua de São Pedro em bronze na Basílica do Vaticano. Foto© Vaticano Media
A recolha de fundos através do “óbolo de São Pedro” regrediu ligeiramente em 2022 para 43,5 milhões de euros (46,9 em 2021) anunciou o Vaticano após ter fechado as contas a 30 de junho deste ano.
O óbolo é uma ajuda financeira que os católicos de todo o mundo entregam ao Papa para que ele possa ajudar a Igreja universal como bem entender. O dinheiro é destinado especialmente a obras de caridade em favor dos menos favorecidos e para cobrir despesas relacionadas com as atividades da Santa Sé. Os fundos arrecadados têm origem nas dioceses (63%); em fundações (29%); em particulares (5,5%); e nas ordens religiosas (2,5%). Também podem ser classificadas de outro modo: enquanto esmolas recebidas em todas as dioceses do mundo por ocasião da festa de São Pedro e São Paulo; e em doações recebidas diretamente online por meio de cartões de crédito, cheques bancários ou vales postais, ou heranças deixadas a favor do Papa.
Por países, os primeiros cinco grandes doadores são: Estados Unidos da América: 11 milhões de euros (25,3%); Coreia do Sul: 3,5 milhões de euros (8%); Itália: 2,9 milhões de euros (6,7%); Brasil: 1,5 milhões de euros (3,4%); e Alemanha: 1,3 milhões de euros (3%).
A esta receita de 43,5 milhões de euros juntaram-se outros 63,5 milhões originados em proveitos financeiros gerados em 2022 pela administração de bens pertencentes ao Vaticano. Deste modo, o “óbolo de São Pedro” dispôs, no ano passado, de um total de 107 milhões de euros, um forte crescimento em relação ao ano anterior [ver 7MARGENS]. As despesas somaram 95,5 milhões de euros, provocando um saldo positivo de 11,5 milhões de euros.
O “óbolo de São Pedro” investiu os seus recursos em duas áreas principais da missão universal do Santo Padre: o financiamento das múltiplas atividades de serviço realizadas pelos dicastérios, entidades e organizações da Santa Sé que a auxiliam diariamente (77,6 milhões de euros); e o financiamento de iniciativas de caridade e solidariedade a favor dos mais desfavorecidos (16,2 milhões). As restantes despesas são provenientes dos custos de gestão do próprio óbolo.
De acordo com o Jornal Zénit, em 2022, o gasto total dos 70 dicastérios, instituições e obras da missão apostólica do Santo Padre ascendeu a 383,9 milhões de euros, dos quais 77,6 milhões de euros (20%) foram custeados pelo “óbolo de São Pedro”.









