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Patriarca Cirilo. Rússia. Igreja Ortodoxa.

Onda de covid-19 atinge a Igreja Ortodoxa Russa

| 06/05/2020

Onda de covid-19 atinge a Igreja Ortodoxa Russa

by | 6 Mai 20

Patriarca Cirilo. Rússia. Igreja Ortodoxa.

O Patriarca Cirilo, da Rússia, aqui numa foto da celebração de Natal na Catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, em 7 de Janeiro de 2016 (25 de Dezembro do calendário ortodoxo/juliano), perante o então primeiro-ministro, Dmitry Medvedev. Foto © premier.gov.ru/Wikimedia Commons

 

A Rússia é o sétimo país mais atingido pelo novo coronavírus, tendo já ultrapassado o número de mortes da China, Irão e Turquia, e a Igreja Ortodoxa Russa está a ser particularmente afetada pela pandemia: vários mosteiros tornaram-se focos da doença, com centenas de religiosos infetados.

O patriarca Cirilo, de Moscovo, tem sido acusado de não ter dado instruções claras nem suficientemente cedo, em relação ao comportamento a ser adotado por religiosos e fiéis. Apesar de o líder da Igreja Ortodoxa Russa ter sugerido que as celebrações pascais deveriam ser realizadas à porta fechada e transmitidas pelos meios de comunicação social, o jornal russo RBK noticiou que as igrejas permaneceram abertas em 43 das 85 regiões do país, segundo relata o New York Times.

Desde então, o número de casos de covid-19 nas igrejas da Rússia, bem como das vizinhas Ucrânia e Bielorrúsia, cresceu vertiginosamente. Mais de 200 pessoas foram infetadas num convento na região leste de Moscovo, incluindo 70 freiras, e um dos principais mosteiros da Igreja Ortodoxa Russa, localizado em Kiev, a capital ucraniana, foi encerrado à força pelas autoridades, depois de o abade se ter recusado a suspender as visitas dos fiéis. Nessa altura, 142 padres estavam já infetados.

O patriarca Cirilo afastou entretanto dos seus cargos alguns dos padres que não cumpriram as ordens de suspensão das celebrações com a presença de fiéis, segundo relata o jornal digital Religion en Libertad.

Ao patriarcado, têm chegado também diversos pedidos de ajuda por parte das paróquias que, devido ao confinamento, se veem agora sem fontes de receitas. Muitos padres, e respetivas famílias (na Igreja Ortodoxa os padres podem casas e têm muitas vezes famílias numerosas), dependiam inteiramente dos donativos dos paroquianos e não têm recebido qualquer tipo de apoio por parte da estrutura eclesiástica.

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