Open Arms resgata 263 pessoas do Mediterrâneo, mas há seis vítimas de naufrágio, incluindo um bebé

| 13 Nov 20

A operação de resgate da Open Arms não conseguiu evitar a morte de seis pessoas, incluindo um bebé de seis meses. Foto extraída de vídeo da ONG.

 

Um bebé de seis meses sucumbiu à falta de socorro imediato a bordo do navio da Open Arms, a organização de resgate de refugiados que opera no Mediterrâneo. A criança ficara em perigo de vida quando o bote em que viajavam 120 pessoas naufragou. Apesar do apoio da Open Arms, que prontamente se dirigiu ao local, o bebé acabou por morrer enquanto esperava a evacuação de emergência para um hospital. Outras cinco pessoas, até agora, foram encontradas mortas, mas este é um balanço provisório, diz a Open Arms.

“Tínhamos pedido uma evacuação urgente para [o bebé] e outros casos graves, mas ele não podia esperar. Estamos de luto”, escreveu a Open Arms.

O navio da ONG espanhola tem agora 263 refugiados a bordo, depois de ter socorrido sobreviventes de outros naufrágios ou de barcos à deriva.

No caso do barco dos 120, conta o jornal La Repubblica que o bebé era filho de uma mulher da Guiné. Os náufragos foram socorridos a 30 milhas (cerca de 55 quilómetros) da costa de Sabratha, na Líbia.

A operação da Open Arms começou terça-feira depois de recebido um alarme e consumou-se com o resgate de mais de uma centena de náufragos, depois de o fundo do bote em que navegavam ter desabado.

Um vídeo da Open Arms, que se pode ver no mesmo jornal, mostra dezenas de pessoas na água a serem socorridas pelos salva-vidas da organização humanitária. “Os nossos socorristas estão na água a tentar salvar cerca de 100 pessoas, incluindo crianças e um bebé recém-nascido. O barco entrou em colapso, é o que acontece quando se abandona as pessoas no mar durante dias”, lia-se no Twitter da Open Arms.

“O fundo do bote em que todas estas pessoas viajavam há pelo menos dois dias desabou”, afirmava Riccaro Gatti, presidente da Open Arms, citado pela mesma fonte. “Fizemos tudo o que podíamos, mas estamos sozinhos com os nossos meios limitados, duas lanchas rápidas e seis salvadores. Haverá certamente outras mortes, tantas quantas não soubermos. Isto mostra o quanto precisamos de uma operação europeia conjunta de ajuda humanitária por parte de governos e corredores humanitários para entradas seguras”.

A Open Arms solicitou entretanto às autoridades italianas a recuperação imediata das seis vítimas mortais e a autorização de desembarque. “Os migrantes resgatados estão de má saúde, alguns em estado crítico e os médicos estão a trabalhar para os ajudar”, dizia Veronica Alfonsi, coordenadora italiana da Open Arms. “Ainda não sabemos quantos estão em falta no mar. Até agora há 5 mortos, mas trata-se de um balanço provisório”, acrescentou ela.

Depois de uma outra operação de salvamento, durante a qual foram resgatadas 64 pessoas de um barco à deriva, feita durante o dia de quarta-feira, a ONG ficou com 263 pessoas a bordo.

De acordo com os alertas do Alarm Phone, haveria ainda ouros barcos à deriva com uns 275 migrantes a bordo. Para dois deles, com 75 e 100 pessoas, nas águas de Sar de Malta, “não há salvamento à vista”.

Um outro barco com 16 tunisinos a bordo chegou a Lampedusa, a ilha italiana a meio caminho entre a Tunísia e Malta. O grupo foi depois integrado em cerca de uma centena de outros imigrantes transferidos para o porto de Empedocle, no sul da Sicília.

 

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