Opinião
Opinião
[Entre Margens]
A liberdade da Igreja
A notícia de uma iniciativa da CEPFE – Comissão de Estudos sobre o Lugar da Mulher na Igreja (dirigida por Annie Crépin) – sobre a promoção da tese da prevalência do princípio da não discriminação entre homem e mulher sobre o princípio da autonomia das Igrejas e comunidades religiosas merece um comentário. [ Texto de Pedro Vaz Patto].
Teatro
A Médica
A peça em exibição no Teatro da Trindade, em Lisboa (até 16 de fev.), parte de um conflito em que uma médica (Custódia Gallego) entra em conflito com um padre (Pedro Laginha) face à iminência da morte de uma adolescente. Para o espetador português (ao contrário do americano), este não parece ser o problema nuclear. Não consta que seja um problema comum entre nós, mas é, na peça, o conflito que lhe dá unidade temática e abre para todos os outros que sobem à cena. [Texto de José Alves Jana]
Um sinal prometedor
É fundamental regressarmos às conclusões do Sínodo no tocante ao papel das mulheres na Igreja Católica. Torna-se necessário fazer uma leitura atenta do que aí se disse. É verdade que se poderia ter ido mais longe, mas numa instituição bimilenária é indispensável dar passos seguros, sem esquecer a audácia e a coragem. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins].
O escândalo da Incarnação
Jesus poderia ter surgido no palco do mundo de outra forma. Por exemplo: descer num disco voador; no alto duma montanha já homem feito; num palácio, mas não… Ele fez-se um Deus-Menino que ousou ser gerado no útero de uma mulher e nascer como os demais homens, tornando-se assim comparticipante da Sua Criação. Tal acontecimento induz a algumas conclusões. [Texto de José Brissos-Lino]
Autoestradas para o Céu? Não, obrigado!
Estes dias, mediante algumas leituras e conversas informais, despertaram-me atenção e causaram-me perplexidade os modos como, em ambientes eclesiais, se apresenta a vida do jovem Carlo Acutis, que, em breve, será canonizado. Na verdade, evitando mal-entendidos, não duvido da santidade deste jovem que viveu, com bondade imensa, a sua curta vida. Todavia, tal não invalida que nos possamos interrogar acerca do modo como apresentamos a santidade ao jovem hodierno. [Texto de Pedro Sousa].
O dia-a-dia de um estacionador de carros
Olá a todos. Chamo-me Armando. Todos os dias, levanto-me pelas 7h45 da manhã, chego ao local onde estaciono, vou à pastelaria tomar um café e vamos lá trabalhar. Das 8h00 às 9h15, as pessoas já me são conhecidas porque são pais e mães que trazem os seus filhos ao infantário e é claro que nesse espaço de tempo o trabalho é pouco rentável, mas contento-me com um sorriso, um bom dia.
No coração da vida
Para nos mantermos no coração da vida, ou pelo menos dele vizinhos, temos de praticar a absoluta honestidade connosco mesmos. Temos de desprezar as vaidades, as aparências, e não perder de vista os apelos profundos da nossa consciência e aquilo que entendemos ser justo e verdadeiro. Temos de saber escutar o silêncio e procurar a Deus nele; e procurar, em relação aos outros, e na relação com os outros, a autenticidade da comunicação.
Escola, paradoxo e tensão
A obsessão resultadista, no contexto escolar, secundariza a importância do saber. Põe a tónica nos meios, nos equipamentos, na burocracia que defende a ‘estrutura’, na cedência ao gosto em nome da captação e da atratividade afetiva do ambiente… O diagnóstico não tem pretensão de exaustividade… [Texto de Luís Francisco Marques].
E que tal reler alguns textos?
A polémica estalou esta semana em Espanha, mais propriamente na diocese de Segóvia. Em Torrecaballeros, uma pequena localidade a cem quilómetros de Madrid, um padre recusou-se a dar a comunhão ao presidente do município, por este ser homossexual e viver publicamente em união de facto com outro homem. Pergunto-me: será que Judas, ou mesmo Pedro, tinham “condições objetivas de moralidade” para comungar, naquela Última Ceia? Não estará na altura de acabar com todas as exclusões que não têm justificação?
Teatro
A Médica
A peça em exibição no Teatro da Trindade, em Lisboa (até 16 de fev.), parte de um conflito em que uma médica (Custódia Gallego) entra em conflito com um padre (Pedro Laginha) face à iminência da morte de uma adolescente. Para o espetador português (ao contrário do americano), este não parece ser o problema nuclear. Não consta que seja um problema comum entre nós, mas é, na peça, o conflito que lhe dá unidade temática e abre para todos os outros que sobem à cena. [Texto de José Alves Jana]
Um sinal prometedor
É fundamental regressarmos às conclusões do Sínodo no tocante ao papel das mulheres na Igreja Católica. Torna-se necessário fazer uma leitura atenta do que aí se disse. É verdade que se poderia ter ido mais longe, mas numa instituição bimilenária é indispensável dar passos seguros, sem esquecer a audácia e a coragem. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins].
O escândalo da Incarnação
Jesus poderia ter surgido no palco do mundo de outra forma. Por exemplo: descer num disco voador; no alto duma montanha já homem feito; num palácio, mas não… Ele fez-se um Deus-Menino que ousou ser gerado no útero de uma mulher e nascer como os demais homens, tornando-se assim comparticipante da Sua Criação. Tal acontecimento induz a algumas conclusões. [Texto de José Brissos-Lino]
Autoestradas para o Céu? Não, obrigado!
Estes dias, mediante algumas leituras e conversas informais, despertaram-me atenção e causaram-me perplexidade os modos como, em ambientes eclesiais, se apresenta a vida do jovem Carlo Acutis, que, em breve, será canonizado. Na verdade, evitando mal-entendidos, não duvido da santidade deste jovem que viveu, com bondade imensa, a sua curta vida. Todavia, tal não invalida que nos possamos interrogar acerca do modo como apresentamos a santidade ao jovem hodierno. [Texto de Pedro Sousa].
O dia-a-dia de um estacionador de carros
Olá a todos. Chamo-me Armando. Todos os dias, levanto-me pelas 7h45 da manhã, chego ao local onde estaciono, vou à pastelaria tomar um café e vamos lá trabalhar. Das 8h00 às 9h15, as pessoas já me são conhecidas porque são pais e mães que trazem os seus filhos ao infantário e é claro que nesse espaço de tempo o trabalho é pouco rentável, mas contento-me com um sorriso, um bom dia.
No coração da vida
Para nos mantermos no coração da vida, ou pelo menos dele vizinhos, temos de praticar a absoluta honestidade connosco mesmos. Temos de desprezar as vaidades, as aparências, e não perder de vista os apelos profundos da nossa consciência e aquilo que entendemos ser justo e verdadeiro. Temos de saber escutar o silêncio e procurar a Deus nele; e procurar, em relação aos outros, e na relação com os outros, a autenticidade da comunicação.
Escola, paradoxo e tensão
A obsessão resultadista, no contexto escolar, secundariza a importância do saber. Põe a tónica nos meios, nos equipamentos, na burocracia que defende a ‘estrutura’, na cedência ao gosto em nome da captação e da atratividade afetiva do ambiente… O diagnóstico não tem pretensão de exaustividade… [Texto de Luís Francisco Marques].
E que tal reler alguns textos?
A polémica estalou esta semana em Espanha, mais propriamente na diocese de Segóvia. Em Torrecaballeros, uma pequena localidade a cem quilómetros de Madrid, um padre recusou-se a dar a comunhão ao presidente do município, por este ser homossexual e viver publicamente em união de facto com outro homem. Pergunto-me: será que Judas, ou mesmo Pedro, tinham “condições objetivas de moralidade” para comungar, naquela Última Ceia? Não estará na altura de acabar com todas as exclusões que não têm justificação?
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