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Bombardeamentos em zonas civis são cada vez mais frequentes do lado de Israel. Foto © Ashraf Amra | UNRWA

Ataque de Israel a uma escola

“Outro dia de horror” na Terra Santa

| 10/08/2024

Bombardeamentos em zonas civis são cada vez mais frequentes do lado de Israel. Foto © Ashraf Amra | UNRWA

Bombardeamentos em zonas civis são cada vez mais frequentes do lado de Israel. Foto © Ashraf Amra | UNRWA

 

“Outro dia de horror”. Foi assim que Philippe Lazzarini, o responsável da Agência da ONU de apoio aos refugiados na Palestina descreveu o ataque que Israel levou a cabo contra uma escola na Faixa da Gaza e que provocou, segundo o próprio, “dezenas de feridos, entre os quais mulheres e crianças.

A situação continua dramática no terreno, com o aumento dos ataques a infra-estruturas não militares da parte de Israel, que tem levado ao aumento das críticas da parte da comunidade internacional, incluindo Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre a situação nos territórios palestinos, que acusou Israel de “genocídio dos palestinianos”.

Localizada no centro da cidade de Gaza, a escola al-Tabi’een, atacada na noite de sexta-feira (9), acolhia cerca de 250 deslocados, a maioria mulheres e crianças, segundo fontes da comunicação social do governo do Hamas, no poder em Gaza desde 2007, citadas pela RFI. O porta-voz da agência de defesa civil local, Mahmud Basal, informou que houve vários bombardeamentos e que o ataque causou “a morte de 93 pessoas, incluindo onze crianças e seis mulheres”, deixando dezenas de pessoas feridas.

O Exército israelita afirmou na rede social X que tanto a escola como a mesquita, que fazia parte da escola e foi bombardeada à hora da oração da manhã este sábado, serviam “como instalações militares para o Hamas e a Jihad Islâmica” [outro grupo armado em Gaza]. Segundo as forças de Israel, o local era um “esconderijo para os terroristas e comandantes do Hamas”, a partir do qual vários ataques eram planejados e preparados. O exército israelita ainda afirma ter usado munições precisas e ter tomado outras medidas para evitar atingir civis.

Do lado palestiniano, as autoridades relatam imagens de horror no local. “As equipas de resgate não conseguem reconstituir um corpo inteiro a partir dos restos humanos. A cena é extremamente difícil, para ser honesto, é um massacre”, informou Mahmud Basal. “Isto lembra-nos os primeiros dias da guerra na Faixa de Gaza”, comparou o porta-voz da agência de defesa civil.

Estes ataques, cuja real extensão não pode ser verificada de forma independente, serão dos mais violentos desde o início do conflito em outubro do ano passado.

Entretanto, e no que diz respeito a mais reações, a Turquia denunciou “um novo crime contra a humanidade” e o Qatar pediu uma “investigação internacional urgente” sobre o que aconteceu. A Arábia Saudita também condenou o ataque e apelou ao fim dos “massacres” em Gaza, enquanto o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse que ficou “horrorizado”.

A França também “condenou com firmeza” o ataque. O ministério francês da Relações Internacionais declarou nas redes sociais que Israel deve “respeitar o direito internacional humanitário”. Paris também reiterou o seu pedido de libertação dos reféns detidos na região e de um “cessar-fogo imediato diante da urgência humanitária em Gaza”.

 

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