A Assembleia da República aprovou uma resolução em defesa dos Bahá’ís no Irão, no que a Comunidade Bahá’í em Portugal definiu um momento histórico, através de um comunicado de imprensa. Foi a primeira vez na sua história que o Parlamento fez aprovar um projeto de resolução em defesa da Comunidade Bahá’í no Irão e de condenação da repressão exercida pelo regime iraniano, refere o comunicado.
Apresentado pela bancada da Iniciativa Liberal, o texto foi apoiado por uma maioria parlamentar, “constituindo um marco histórico no compromisso do Parlamento português com os direitos humanos e a liberdade religiosa”, nota a Comunidade Bahá’í.
Segundo a fonte, esta resolução surge na sequência de uma declaração coassinada em fevereiro de 2025 por 125 deputados do Parlamento Europeu (dos quais cinco portugueses) e de parlamentos nacionais de toda a Europa, apoiada também por relatores especiais e peritos do Grupo de Trabalho das Nações Unidas, na qual se “denunciava a intensificação da perseguição às mulheres bahá’ís no Irão”.
No comunicado, a Comunidade Bahá’í recorda que há muito “enfrenta perseguições desde o seu surgimento, a meio do século XIX”, no Irão. “Com a Revolução Islâmica de 1979, essa repressão adquiriu um carácter sistemático, institucionalizado e patrocinado pelo Estado, que perdura até hoje”. E acrescenta-se: “A religião continua a não ser reconhecida oficialmente, os bahá’ís são privados do acesso à educação superior, presos pela sua fé, as suas propriedades são confiscadas e os seus cemitérios profanados e destruídos.”
A Comunidade Bahá’í nota que estes são “apenas alguns exemplos das múltiplas violações de direitos humanos cometidas contra esta comunidade”. “Apesar de tais injustiças, e mantendo-se leal à sua pátria, a Comunidade Bahá’í persevera de forma resiliente, empenhando-se em contribuir para o avanço e o bem-estar da sociedade iraniana”, conclui o comunicado.










