
“Os patriarcas acusam: “Durante todo este tempo, as negociações para um cessar-fogo arrastaram-se interminavelmente, com os líderes das partes beligerantes aparentemente mais preocupados com considerações políticas do que em pôr fim à busca da morte e da destruição.” Foto © Wafa/Wikimedia Commons
“Milhões de refugiados continuam deslocados, as suas casas inacessíveis, destruídas ou irreparáveis”, enquanto “centenas de inocentes são semanalmente mortos, ou gravemente feridos por ataques indiscriminados”, escrevem os Patriarcas e os líderes das Igrejas de Jerusalém numa declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira 26 de agosto, na qual apelam a um cessar-fogo imediato.
Recordando que o 12º mês de guerra devastadora está a aproximar-se rapidamente, os patriarcas acusam: “Durante todo este tempo, as negociações para um cessar-fogo arrastaram-se interminavelmente, com os líderes das partes beligerantes aparentemente mais preocupados com considerações políticas do que em pôr fim à busca da morte e da destruição. Estes repetidos atrasos, juntamente com outros atos de provocação, só servem para aumentar as tensões ao ponto de nos encontrarmos no precipício de uma guerra regional total”.
Na sua declaração conjunta, os responsáveis máximos das igrejas cristãs de Jerusalém pedem “a libertação de todos os prisioneiros, o regresso dos deslocados, o tratamento dos doentes e feridos, o alívio dos que têm fome e sede e a reconstrução de todas as estruturas civis públicas e privadas que foram destruídas” e o “início, sem demora, de conversações diplomáticas que abordem as queixas de longa data” existentes entre os povos do território, “conduzindo a medidas concretas que promovam uma paz justa e duradoura na nossa região através da adoção de uma solução internacionalmente legítima de dois Estados”.
Entretanto, as operações de ajuda das Nações Unidas em Gaza foram interrompidas nesta segunda-feira 26 de agosto, depois de uma ordem israelita ter obrigado à saída forçada dos palestinianos de Deir al-Balah, no centro de Gaza, onde se encontra o centro de operações da ONU, noticia o Middle East Eye. A ordem foi dada quando a ONU se preparava para iniciar uma campanha de vacinação contra a poliomielite de cerca de 640 000 crianças com menos de 10 anos, dias depois de um bebé de 10 meses ter ficado paralisado devido ao poliovírus de tipo 2.
Apesar da interrupção, a ONU não suspendeu formalmente as operações de ajuda.









