
Fracassos da Corte, peça de teatro sobre Santa Joana, encenada por Cláudia Stattmiller em Estarreja, em 15 Março 2024. Foto © Star Teatro
A peça de teatro sobre Santa Joana, Fracassos da Corte, vai ser representada no Cineteatro de Estarreja, nesta sexta-feira, dia 15 de março, a partir das 21h00, no âmbito do jubileu dos 600 anos da primeira pedra da igreja que é atualmente Catedral de Aveiro. Encenada por Cláudia Stattmiller, a peça é levada à cena por amadores da companhia Start-teatro – Teatro, Histórias, Formação. A entrada no espetáculo é gratuita, mas sujeita a levantamento de bilhete no Cineteatro de Estarreja até uma hora antes do início do espetáculo.
Nesta obra, a ação inicia-se em 1471, quando Joana de Portugal é regente do reino, na ausência do pai, D. Afonso V, o Africano. A princesa está decidida a fazer-se monja, mas na corte pretendem que ela case com o Delfim de França. Querem dar-lhe uma coroa, mas ela pensa noutro coroado… de espinhos. Querem que vista um “manto digno para quem conta séculos no lustro da grandeza”, como lhe diz o irmão, futuro D. João II, no final da peça, mas ela prefere “lãs” que cobrem “a inocência”.
A peça teatral segue basicamente o texto do frade dominicano Giovanni Maria Muti (1649-1727), que a escreveu e publicou em 1682, em Veneza, provavelmente como propaganda para promover a beatificação da princesa portuguesa, também ela dominicana, que ocorreria em 1693. Apenas foi traduzida do italiano para português em 2017, pelo falecido padre Júlio Franclim do Couto e Pacheco, da diocese de Aveiro.
A existência da obra foi dada a conhecer pelo diretor do Museu de Aveiro, António Rebocho Christo, e a Comissão Diocesana da Cultura promoveu a sua tradução e publicação na editora diocesana Tempo Novo.
Na introdução à edição em português, a professora Isabel Morujão, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, escreve que a obra tem como “eixo temático” o elogio da vida solitária como via para a felicidade, “na esteira da longa tradição moral e literária italiana [que] opõe Mundo e Religião”.
Na última frase do prólogo com que a peça se inicia, explica a professora universitária, Joana “anuncia em síntese o enredo de toda a peça […] antecipando-lhe o final e justificando ainda o título da obra”: “Verás como se fazem fáceis, para quem ama a Deus, os fracassos da Corte”.
Em 2017, nos dias 19 e 20 de maio, a peça foi representada no Seminário de Aveiro pela Oficina Capitão Grancho, dirigida pela então professora Teresa Grancho.

Foto de ensaio da peça sobre Santa Joana. Foto © Star Teatro
Fracassos da Corte
15 de março, 21h00, no Cineteatro de Estarreja
Dramaturgia e encenação: Cláudia Stattmiller
Texto: Giovanni Maria Muti
Tradução: Júlio Franclim do Couto e Pacheco
Consultor histórico: António Rebocho Christo
Elenco: Anabela Coelho; António Rato; Bernardo Pinto Reis; David Mano; Dina Ribau; João Rodrigues; Nuno Sobral; Raffaella Olivieri; Rita Rato; Tiago Lopes.
Apoio à encenação: Rita Camões
Figuração: Vera Medeiros e Alexandra Ranito
Imagem e comunicação: Pedro Ventura
Som e Direção técnica: Hugo Gamelas
Direção de cena: Jorge Batista
Técnico de Iluminação: Diogo Marques
Produção da Start-Teatro – Teatro, Histórias, Formação
Coprodução da Comissão de Cultura da Diocese de Aveiro e Cineteatro de Estarreja
Apoio: Museu de Aveiro/Santa Joana; Museu do Brincar; Efémero – Cta; Palco de Argumentos










