
Participantes no Congresso da SIGNIS 2022 destacaram importância de cuidar das vítimas nas zonas de conflito. Foto © SIGNIS
Cerca de 300 profissionais de comunicação social de cinco continentes discutiram presencialmente o tema “paz no mundo digital” no Congresso Mundial da SIGNIS, que terminou ontem, dia 19, em Seoul, com centenas a juntarem-se às sessões online, noticia o UCA News.
Os comunicadores católicos apelaram aos profissionais da comunicação social para proteger os direitos humanos dos civis em zonas de conflito, apoiar as vítimas da guerra e ajudar na resolução de conflitos. “Pedimos aos profissionais da comunicação social e cidadãos que tomem medidas para proteger os direitos humanos dos civis apanhados em zonas de guerra e conflito”, disse o fórum global de especialistas em comunicação audiovisual católicos, reconhecido pelo Vaticano.
O trabalho dos profissionais não é “apenas relatar eventos”, mas “envolver-se ativamente no apoio às vítimas da guerra e trabalhar para resoluções de conflitos”, disse o comunicado.
Outro aspeto relevado pelo comunicado final foi que a ‘exclusão digital’ aumenta a distância entre ricos e pobres, “levando à desigualdade no acesso aos frutos da revolução digital”. Enquanto isso, os hiperconectados são “desafiados com desconexões socioeconómicas, culturais, políticas, religiosas, espirituais e ecológicas” e sofrem de “isolamento, confusão e desespero”. “Jogos online, vício em pornografia, superexposição à violência e conteúdos fraturantes nos media levam a comportamentos destrutivos”, reforçam.
A reunião global reconheceu os efeitos devastadores das notícias falsas. “Grupos vulneráveis da sociedade costumam ser as principais vítimas de notícias falsas”, disseram. A declaração reiterou o “interesse genuíno da organização em pessoas marginalizadas” e o seu compromisso em “comunicar informações verdadeiras e significativas para promover as suas lutas”.
Ouvir as histórias de jovens a construir a paz no mundo foi “animador”, disse o comunicado, reconhecendo o “seu papel vital na construção de comunidades e na promoção da paz por meio de tecnologias modernas usando metodologias criativas”.









