
“Não temos a certeza se [o sínodo] se pode realizar em 2022. Um sínodo sobre sinodalidade, em particular, requer a participação de um grupo maior de pessoas”, afirmou o cardeal Mario Grech. Fotos: Direitos Reservados.
“Para ser honesto e justo: não temos a certeza se [o sínodo] se pode realizar em 2022. Um sínodo sobre sinodalidade, em particular, requer a participação de um grupo maior de pessoas”, disse o bispo maltês. Quando questionado se recomendaria um adiamento ao Papa, Grech disse: “Se quisermos seriamente envolver mais pessoas na preparação, as circunstâncias exigem que um adiamento seja considerado.”
Em todo o caso, a participação dos leigos, especialmente das mulheres, deve ser fortalecida ainda mais nestes processos, na Igreja universal, sublinhou o cardeal Grech. Com a reforma do Estatuto Sinodal no outono de 2018, o Papa abriu o caminho para tal. Isso aplica-se não apenas aos sínodos dos bispos, mas também à sinodalidade da Igreja em geral, começando no nível paroquial.
Este responsável pela organização dos sínodos episcopais em todo o mundo indicou também, nas declarações à Kathpress, o seu desejo e disponibilidade para participar na próxima assembleia geral do Caminho Sinodal da Igreja Católica alemã, se vier a ser formalizado um convite nesse sentido, que já foi feito oralmente.
Comentando eventuais reservas de Roma sobre o processo sinodal que está a ser vivido na Alemanha, Grech afirmou: “Não que eu saiba, pelo contrário.” E explicou: “Existem aqueles que devem ser encorajados a dar um passo em frente e existem aqueles que devem ser alertados para serem cuidadosos. Não porque alguém quer restringir a sua liberdade, mas para ajudar a permanecer no caminho certo.”










