
“A Rede Sinodal em Portugal manifesta a sua disponibilidade para ser parte de uma plataforma alargada nacional que permita dar respiração ao dinamismo sinodal”, escreveu o mentor da iniciativa, Rui Saraiva. Foto: Direitos reservados
A Rede Sinodal em Portugal – plataforma lançada no início deste ano para informar sobre o processo sinodal que estava a decorrer e para acompanhar todos aqueles que pretendessem participar no mesmo – está agora empenhada em “ajudar na receção e aplicação das conclusões sinodais”. Essa disponibilidade foi já apresentada às diferentes dioceses do país, através de uma carta enviada aos respetivos bispos.
“Sentimo-nos especialmente animados em dar fôlego ao dinamismo sinodal procurando responder ao desafio do Papa Francisco no seu discurso no final do Sínodo em Roma, quando pediu ‘que as palavras partilhadas sejam acompanhadas de atos’, pode ler-se na carta. O texto é assinado pelo mentor da iniciativa, o jornalista Rui Saraiva, e por outros membros da rede, nomeadamente o padre Paulo Terroso (que integrou a equipa de comunicação do Sínodo) e o padre Sérgio Leal (que esteve no Vaticano em abril deste ano para participar no encontro “Párocos pelo Sínodo”).
Recorde-se que, pela primeira vez na história da Igreja Católica, ao sínodo não se seguirá uma exortação apostólica escrita pelo Papa. Francisco decidiu publicar o Documento Final com as conclusões do Sínodo, cujas indicações considerou serem “muito concretas” e poderem “servir de guia para a missão das igrejas, nos diversos continentes, nos diversos contextos” [ver 7MARGENS].
“A Rede Sinodal em Portugal manifesta a sua disponibilidade para, em ambiente de trabalho coletivo, ser parte de uma plataforma alargada nacional que permita dar respiração ao dinamismo sinodal”, escreveu também Rui Saraiva num artigo publicado esta semana no Vatican News. E deixou já duas “propostas simples”: “partilhar experiências e iniciativas sinodais nas dioceses, paróquias e movimentos” e “criar sinergias e colaborações estimulando as comunidades com momentos de formação e encontro”.
A “sequência do documento final da Assembleia Geral de outubro de 2024” é precisamente um dos pontos em agenda para a próxima assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que terá lugar em Fátima entre os próximos dias 11 a 14 de novembro.
As compensações financeiras às vítimas de abusos e a preparação e celebração do Jubileu 2025 serão outros dos temas em análise, de acordo com a informação enviada pela CEP esta quinta-feira, 7 de novembro, ao 7MARGENS.









