500 famílias cristãs fugiram de casa

Seis igrejas invadidas no Paquistão

| 16 Ago 2023

Alcorão, Maomé, Islão

Manuscrito do Alcorão de Marrocos/al-Andalus, c. 1300: o livro sagrado dos muçulmanos continua a ser causa para a perseguição dos cristãos.

 

Uma multidão muçulmana atacou um bairro cristão na província paquistanesa de Punjab por causa da alegada profanação do Alcorão por dois cristãos, deixando seis igrejas danificadas, segundo relatos que chegam do país. A área cristã foi atacada a 16 de agosto depois de dois cristãos – Raja Umar e Rocky Masih – terem sido acusados de cometer blasfémia ao profanarem o Alcorão, disse James Rehmat, diretor executivo da Comissão Ecuménica para o Desenvolvimento Humano (ECHD), citado pelo UCA News.

Os comerciantes locais fecharam as lojas depois de terem sido feitos anúncios numa mesquita de Jaranwala, no distrito de Faisalabad, e uma multidão enfurecida atacou o bairro de Basti Maharanwala, disse Rehmat. A multidão invadiu três igrejas presbiterianas, uma igreja católica, uma igreja da Assembleia do Evangelho Pleno e uma igreja do Exército de Salvação com “paus, pedras e explosivos”, confirmou este responsável, acrescentando que as janelas das igrejas foram partidas.

Cerca de 500 famílias cristãs fugiram das suas casas na sequência do ataque, afirmou James Rehmat.

A ECHD emitiu uma declaração a condenar o ataque contra os cristãos. “É lamentável que estejamos a assistir a um ressurgimento desta barbárie logo após a celebração do Dia da Independência por todas as comunidades religiosas da República Islâmica”, afirma a declaração, que exige “uma investigação exaustiva dos anúncios feitos através das mesquitas. Isso mostra que a maioria ainda não nos aceitou como cidadãos iguais”, afirmou.

O Padre Khalid Rashid Asi, diretor da Comissão para o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo da diocese de Faisalabad, que cobre a região, condenou a violência. “Condenamos a profanação do Alcorão, mas também condenamos a forma como as pessoas tomaram a lei nas suas mãos”, disse o Padre Asi à UCA News.

O sacerdote disse estar “em grande sofrimento” por saber que o pároco foi assediado e escapou por pouco da violência da multidão, obrigando-o a ficar “hipertenso”.

Um vídeo que circulou nas plataformas das redes sociais mostrava um clérigo muçulmano a pedir às pessoas que protestassem contra a alegada profanação do livro sagrado do Islão. “O Alcorão foi profanado na colónia cristã. Todos os clérigos e muçulmanos se reúnem diante da mesquita. Vocês estão a tomar o pequeno-almoço em casa. Onde está a tua paixão muçulmana? Deviam ter morrido. Bloqueiem as estradas. Todos devem protestar dentro da lei”, declarou o clérigo no vídeo.

Entretanto, o Conselho Mundial das Igrejas (CMI) emitiu um comunicado a condenar toda a situação. “O CMI apela às autoridades paquistanesas para que actuem de forma urgente e consistente para evitar novos ataques violentos e violações dos direitos humanos dos cristãos na província de Punjab ou noutros locais do Paquistão”, afirmou Jerry Pillay, secretário-geral da organização. “O CMI há muito que manifesta sérias preocupações quanto ao impacto das leis de blasfémia do Paquistão sobre os cristãos e os membros de outras comunidades religiosas, como estes últimos relatórios mais uma vez indicam”, acrescenta.

 

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O que espero de todos é que nos tornemos cada vez mais gente de bem. O que espero dos que tolamente se afirmam como “portugueses de bem” é que se deem conta do ridículo e da pobreza de espírito que ostentam. E que não se armem em cristãos, porque o Cristianismo está nas antípodas das ideias perigosas que propõem.

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