
O encontro surge da necessidade expressa no relatório de síntese da primeira sessão de ouvir os párocos e de não deixar de fora a sua voz. Foto © Vatican Media
Párocos de todo o mundo convergirão para Roma, de 28 de abril a 2 de maio, para um encontro visa “ouvir e valorizar a experiência que vivem nas respetivas Igrejas locais e oferecer-lhes a oportunidade de experimentar o dinamismo do trabalho sinodal a nível universal”.
Sob o mote “Os párocos para o Sínodo. Um encontro internacional”, a iniciativa de quase uma semana é convocada pela Secretaria Geral do Sínodo e o Dicastério para o Clero, em colaboração com o Dicastério para a Evangelização (setor para a primeira evangelização e as novas Igrejas particulares) e com o Dicastério para as Igrejas Orientais.
Os organizadores apontam para 300 presbíteros que exercem a função de pároco, os quais serão selecionados pelas conferências episcopais e pelas igrejas orientais católicas, de acordo com informações divulgadas pelo Vatican News. Segundo a mesma fonte, a ideia de organizar este encontro mundial decorreu do desejo expresso pelos participantes na primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que decorreu de 4 a 29 de outubro de 2023. No Relatório de Síntese, eles destacaram a necessidade de “descobrir métodos para envolver, de modo mais ativo, diáconos, sacerdotes e bispos no processo sinodal, durante o próximo ano”. “Uma Igreja sinodal não pode prescindir das suas vozes, experiências e contribuição”, salienta-se naquele documento.
O encontro, que se realizará na sede da Fraterna Domus de Sacrofano, na periferia de Roma, terá uma orientação para a prática e envolverá os participantes em mesas redondas com partilha de boas práticas, workshops de propostas pastorais, diálogo com especialistas e celebrações litúrgicas. No último dia, haverá uma audiência-diálogo com o Papa Francisco.
De acordo com as regras de representatividade de cada conferência episcopal, a Conferência Episcopal Portuguesa deverá ter direito a designar dois párocos.
Os resultados do encontro serão utilizados como um dos contributos para a elaboração do Instrumentum laboris (documento de trabalho) para a segunda sessão da Assembleia Sinodal, a acontecer em outubro deste ano.









