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Papa pede que os crimes de guerra sejam reconhecidos… e prevenidos

Falando aos embaixadores

Papa pede que os crimes de guerra sejam reconhecidos… e prevenidos

Como não podia deixar de ser, o Papa dedicou o seu discurso ao corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé – com quem teve o seu tradicional encontro anual nesta segunda-feira, 8 de janeiro – à paz. “Num momento histórico em que a mesma está cada vez mais ameaçada, fragilizada e parcialmente perdida”, Francisco referiu os inúmeros conflitos em curso no mundo e pediu que os crimes de guerra sejam não só reconhecidos como evitados.

NVIDIA doa 13,5 milhões para ajudar vítimas do conflito Israel-Palestina

Valor mais alto de sempre

NVIDIA doa 13,5 milhões para ajudar vítimas do conflito Israel-Palestina

A NVIDIA – empresa norte-americana fabricante de chips – fez neste Natal um donativo de 15 milhões de dólares (cerca de 13,4 milhões de euros) a organizações sem fins lucrativos que estão no terreno a apoiar as vítimas do conflito Israel-Palestina. O valor foi o mais elevado de todas as campanhas solidárias que a gigante tecnológica já levou a cabo ao longo dos seus 30 anos de história.

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

O grande desafio da educação para a paz passa por olhar o outro, os outros – pessoas, grupos, povos – como enriquecimento, em vez de ameaça; querer conhecer melhor as suas culturas e anseios, em vez de me fechar numa atitude autorreferencial; “escutar com o coração”, como sugeria recentemente o Papa Francisco, em lugar de apenas ouvir; e aprender a fazer caminho com os outros, em vez de à revelia dos outros. Por aí se poderá desatar o nó cego do “grande problema”.

Os cristãos vão desaparecer de Gaza? Este bispo palestiniano teme que sim

Medo e tensão aumentam

Os cristãos vão desaparecer de Gaza? Este bispo palestiniano teme que sim

“Depois desta guerra, temo que não haja mais cristãos em Gaza, após uma presença contínua de mais de 18 séculos.” A frase é um murro no estômago, e ganha ainda mais força por ser proferida a poucos dias da celebração do Natal, por um bispo nascido na Palestina, que atualmente está em Jerusalém e contacta diariamente com a paróquia da Sagrada Família, em Gaza. Mas William Shomali, 73 anos, bispo auxiliar do Patriarcado Latino de Jerusalém, que diz até acreditar em milagres, não consegue negar: deixou de acreditar que haja futuro para os cristãos naquela região.

“Queremos dizer às igrejas de todo o mundo: infelizmente, o Natal na Palestina é assim”

Presépio com Jesus entre escombros

“Queremos dizer às igrejas de todo o mundo: infelizmente, o Natal na Palestina é assim”

Há pouco mais de dois mil anos, terá sido num estábulo, sob o céu estrelado, pacificamente deitado numa manjedoura, que os pastores encontraram Jesus acabado de nascer. Se fosse hoje, nem estábulo, nem manjedoura, muito menos paz. Apenas destroços da guerra e o perigo iminente de mais um bombardeamento, num conflito que prossegue sem fim à vista. Por isso, na igreja evangélica luterana de Belém, o presépio este ano é diferente: não deixa de haver Menino Jesus, mas não o deitaram sobre a palha, e sim sobre um monte de escombros. E o pano em que o envolveram é um keffiyeh, o lenço preto e branco que representa a resistência palestiniana. 

Na faixa de Gaza ocupada, Israel usa a fome como arma de guerra

Human Rights Watch acusa

Na faixa de Gaza ocupada, Israel usa a fome como arma de guerra

O governo israelita está a utilizar a fome de civis como método de guerra na faixa de Gaza ocupada, o que é um crime de guerra, afirmou a Human Rights Watch em comunicado divulgado no dia 18 de dezembro. De acordo com aquela organização, “as forças israelitas estão a bloquear de forma deliberada o fornecimento de água, alimentos e combustível, enquanto arrasam áreas agrícolas e privam a população civil de bens indispensáveis ​​à sua sobrevivência”.

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