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Carla Oliveira, atleta paralímpica de boccia: ”A vida é difícil com Deus, mas é muito mais difícil sem Ele”

Entrevista nas vésperas da partida para Paris

Carla Oliveira, atleta paralímpica de boccia: ”A vida é difícil com Deus, mas é muito mais difícil sem Ele”

Mãe, trabalhadora, atleta de alto rendimento. E com uma doença rara – distrofia muscular das cinturas – que não lhe permite andar, vestir-se ou comer sozinha. Pode parecer impossível, mas referimo-nos à mesma pessoa: Carla Oliveira, 35 anos, atual campeã europeia de boccia, que irá representar Portugal pela terceira vez nos Jogos Paralímpicos. Cristã evangélica, agradece todos os dias a Deus pela forma como a ajudou, e ajuda diariamente, a superar-se. E trabalha para que mais pessoas como ela, em particular as mulheres, acreditem que podem fazer o mesmo. Nas vésperas de partir para Paris, falou ao 7MARGENS sobre o seu percurso improvável.

Jesus foi protagonista nestes Jogos Olímpicos, muito além da cerimónia de abertura

Apesar da exigência de "neutralidade"

Jesus foi protagonista nestes Jogos Olímpicos, muito além da cerimónia de abertura

“Jesus is king, let’s go!” que é como quem diz “Jesus é rei, ‘bora lá!”. Talvez esta não fosse a frase que a maioria das pessoas esperasse ouvir do skater canadiano Cordano Russell antes de ele entrar em prova nos Jogos Olímpicos de Paris, mas foi precisamente isso que o jovem de 19 anos gritou no momento em que o apresentador dizia o seu nome e a câmara de TV estava apontada para ele. Surpreendentemente, ou não, esta foi apenas uma entre as incontáveis manifestações de fé da parte de atletas nestas Olimpíadas, depois de terem arrancado ensombradas pela polémica das “cenas de escárnio e zombaria do cristianismo” na cerimónia de abertura.

“Não há coincidências. Estar nos Jogos Olímpicos é fruto de muito esforço… e das Deuscidências”

Irina Rodrigues, lançadora do disco, ao 7MARGENS

“Não há coincidências. Estar nos Jogos Olímpicos é fruto de muito esforço… e das Deuscidências”

Há oito anos, Irina Rodrigues achou que a sua carreira como atleta de lançamento do disco tinha chegado ao fim. A cinco dias de participar naqueles que seriam os seus segundos Jogos Olímpicos, tinha então 25 anos, partiu uma perna e não pôde competir. “Porquê?”, perguntou vezes sem conta a Deus. E chorou, chorou muito. Também chorou nesta entrevista, mas de emoção, enquanto nos explicava que aquilo que parecia ter sido o fim foi afinal um início.

Sílvia Duarte: Como uma cabeleireira descobriu na corrida um modo de ser solidária

Nova iniciativa dia 17

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Esta é uma história feita de acasos, se é que eles existem: a protagonista acha que fazem parte do “plano de Deus”. Inclui paixão por correr, doenças graves, maratonas sem sair do lugar, uma subida ao Evereste, amizades que se cruzam, e uma enorme vontade de tornar o mundo num lugar melhor. E ainda não terminou. No próximo dia 17 terá mais um episódio – no Estoril, mas com os olhos postos em Moçambique – em que todos podem participar: basta irem cortar e tratar os cabelos para assegurarem que mais crianças têm o que comer.

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Há oito anos, Irina Rodrigues achou que a sua carreira como atleta de lançamento do disco tinha chegado ao fim. A cinco dias de participar naqueles que seriam os seus segundos Jogos Olímpicos, tinha então 25 anos, partiu uma perna e não pôde competir. “Porquê?”, perguntou vezes sem conta a Deus. E chorou, chorou muito. Também chorou nesta entrevista, mas de emoção, enquanto nos explicava que aquilo que parecia ter sido o fim foi afinal um início.

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Últimas Notícias

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

O meu tio Fred

[Arquipélago Jerusalém]

O meu tio Fred

Contra a vaga da direita radical e de antisemitismo que assalta a França e a Alemanha e que tem expressão em vitórias eleitorais, gostaria de evocar o legado do meu tio-bisavô Fréderic Kohn-Abrest (1850-1893). Foi um ilustre jornalista, dramaturgo e ensaísta que viveu entre Paris e Viena e lutou nesses tempos longínquos para criar pontes entre os europeus. [Texto de Mendo Castro Henriques].

7MARGENS é um jornal digital
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