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O valor da vida não tem variações

O valor da vida não tem variações

Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

As casas de repouso eterno

As casas de repouso eterno

As notícias chegam-nos em catadupa. Os nossos entes queridos que já não podiam viver connosco porque a vida frenética que levamos não nos permite cuidar deles e que, por amor, por compaixão e por comodidade, os colocámos nas casas de repouso, estão a morrer às dezenas. Os remorsos invadem-nos o espírito, sem que possamos encontrar uma solução e não vale a pena estar a acusar as instituições ou os funcionários que fazem tudo o que podem para os cuidar.

A criatividade lexical de uma pandemia

A criatividade lexical de uma pandemia

 Ao longo de três meses temos sido espectadores atentos de uma telenovela que nos envolve a todos – as notícias acerca da pandemia covid-19. Não irei debruçar-me sobre os diferentes capítulos deste romance de terror, nem sobre as reviravoltas a que tem sido sujeito e que levaram a que uma inicial epidemia aparentemente longínqua se transformasse em catástrofe mundial com profundas mutações no nosso modus vivendi. Gostaria de sublinhar a criatividade lexical deste fenómeno, no que respeita à criação de novos vocábulos bem como à utilização de termos usuais que, no entanto, ganharam um significado diferente neste contexto. 

Lares de idosos no fio da navalha

Lares de idosos no fio da navalha

Por más razões, os lares saltaram para as primeiras páginas da comunicação social. Ao longo das últimas semanas, os mortos nestas instituições, legais e ilegais, motivados pela pandemia do covid-19, atingiram cerca de 40% do número total das vítimas mortais (e cerca de 50% em toda a Europa). Trata-se de um elevado número de cidadãos que permaneceram muito esquecidos dos poderes públicos, na fase mais aguda desta devastadora pandemia: a população mais idosa, a mais vulnerável à contaminação pelo vírus.

IPSS e Misericórdias pedem criação de espaços alternativos para idosos infetados

IPSS e Misericórdias pedem criação de espaços alternativos para idosos infetados

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e a União das Misericórdias Portuguesas defendem que os idosos infetados com covid-19, mesmo que não necessitem de internamento hospitalar, não podem regressar às instituições onde vivem pelo risco de infeção que representam para os outros utentes, devendo o Governo providenciar uma solução a nível nacional para que estes doentes possam ser acolhidos em espaços alternativos.

A luz como companhia: diariamente a iluminArte!

A luz como companhia: diariamente a iluminArte!

Evitar, hoje, a contaminação do vírus requer o refúgio no espaço sagrado das nossas casas, multiplicando-nos em homenagens a quantos procuram cuidar dos mais dependentes, incluindo os idosos. Este projeto colocou pais e filhos a criarem iluminuras, essa arte com o poder de trazer a luz, para levar luz e esperança à população mais idosa. Recuperou-se o sentido espiritual das iluminuras, levando a que, hoje como ontem, a esperança de uma boa notícia possa ser luz para quem dela precisa. Desenhos dos alunos de Educação Moral e Religiosa Católica do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal (Bragança).

O valor da vida não tem variações

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Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

As casas de repouso eterno

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As notícias chegam-nos em catadupa. Os nossos entes queridos que já não podiam viver connosco porque a vida frenética que levamos não nos permite cuidar deles e que, por amor, por compaixão e por comodidade, os colocámos nas casas de repouso, estão a morrer às dezenas. Os remorsos invadem-nos o espírito, sem que possamos encontrar uma solução e não vale a pena estar a acusar as instituições ou os funcionários que fazem tudo o que podem para os cuidar.

A criatividade lexical de uma pandemia

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 Ao longo de três meses temos sido espectadores atentos de uma telenovela que nos envolve a todos – as notícias acerca da pandemia covid-19. Não irei debruçar-me sobre os diferentes capítulos deste romance de terror, nem sobre as reviravoltas a que tem sido sujeito e que levaram a que uma inicial epidemia aparentemente longínqua se transformasse em catástrofe mundial com profundas mutações no nosso modus vivendi. Gostaria de sublinhar a criatividade lexical deste fenómeno, no que respeita à criação de novos vocábulos bem como à utilização de termos usuais que, no entanto, ganharam um significado diferente neste contexto. 

Lares de idosos no fio da navalha

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Por más razões, os lares saltaram para as primeiras páginas da comunicação social. Ao longo das últimas semanas, os mortos nestas instituições, legais e ilegais, motivados pela pandemia do covid-19, atingiram cerca de 40% do número total das vítimas mortais (e cerca de 50% em toda a Europa). Trata-se de um elevado número de cidadãos que permaneceram muito esquecidos dos poderes públicos, na fase mais aguda desta devastadora pandemia: a população mais idosa, a mais vulnerável à contaminação pelo vírus.

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A luz como companhia: diariamente a iluminArte!

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Últimas Notícias

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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