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A Rússia é um país “amante da paz”

Cirilo e os massacres de Bucha

A Rússia é um país “amante da paz”

  A Rússia é um país “amante da paz”, disse este domingo, 3 de abril, o patriarca de Moscovo, Cirilo, durante uma celebração litúrgica na catedral das Forças Armadas, acrescentando: "Nós de modo algum lutamos pela guerra ou fazemos qualquer coisa que possa...

Patriarca Cirilo cada vez mais contestado

Entre ortodoxos e Conselho Mundial das Igrejas

Patriarca Cirilo cada vez mais contestado

A guerra desencadeada por Putin na Ucrânia veio pôr em evidência um líder religioso não apenas apoiante e legitimador da invasão, mas a justificá-la como uma guerra contra o Ocidente, “contra as forças do mal”, “um combate que não tem um significado físico, mas metafísico”, como referiu em homilias e discursos já depois de iniciada a invasão. Neste momento, o Patriarca de Moscovo e a Igreja Ortodoxa Russa parecem estar cada vez mais isolados, a ponto de largos setores da ortodoxia terem deixado de evocar o nome de Cirilo nas orações litúrgicas e, em alguns casos, começarem mesmo a colocar sobre a mesa o tema da sua destituição.

Guerra faz crescer crispação entre Patriarcas

Igreja Ortodoxa

Guerra faz crescer crispação entre Patriarcas

No encontro que manteve com o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, o Patriarca Ecuménico de Constantinopla Bartolomeu I (Igreja Ortodoxa) aprofundou o fosso que o separa do Patriarca de Moscovo, Cirilo, ao classificar a guerra contra a Ucrânia como “injustificada e injustificável agressão”  segundo relata o Orthodox Times de dia 28 de março.

30 dias depois…

30 dias depois…

Vindo de muito longe, vejo insinuar-se-me no coração, pelo ecrã da televisão, esse caldeirão de fel e fogo que um ‘puto’ de olhos hérulos acendeu na Ucrânia. No preciso momento em que tal aconteceu, acenderam-se também os restantes corações dos filhos de Noé. Foi há 30 dias que este tsunami começou.

Oiça-se a cultura!…

Oiça-se a cultura!…

O monstro da guerra não se dissimulou e a resistência apareceu e reagiu. Mesmo para os que julgavam poder aparecer como supostos libertadores, aconteceu o que tantas vezes ocorre em circunstâncias semelhantes – o sentido de comunidade, a defesa da casa, a solidariedade prevaleceram. Afinal, a guerra é a calamidade composta de todas as calamidades, que a todos atinge, em que “não há mal algum que se não padeça ou se não tema”.

A primeira vez com medo da guerra

A primeira vez com medo da guerra

A guerra na Ucrânia é para nós, jovens, a primeira ameaça militar à porta do Ocidente protegido que conhecemos desde sempre. Não sentimos na pele a instabilidade da Guerra Fria nem o pavor do 11 de setembro, mal nos recordamos da Guerra do Iraque e foi de longe que assistimos à Primavera Árabe. O discurso facínora de Putin é a primeira imagem concreta que temos da malvadez imprevisível, impiedosa e sem Humanidade.

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