
Halík, autor checo que é um dos mais considerados pensadores cristãos dos nossos dias, aproveitará para apresentar o seu novo livro O sonho de uma nova manhã – Cartas ao Papa. Foto: Direitos reservados
“Como redescobrir e reavivar a identidade do cristianismo, que o torne ‘sal da terra’ e fermento para pão fresco amanhã?”. A interrogação poderia servir para dar o tom e sentido aos quatro intensos dias que o teólogo e sociólogo Tomáš Halík vai passar em Portugal em novembro, num programa de que se destacam três conferências, uma em Braga e duas em Lisboa.
A estadia vai permitir fazer a apresentação do novo livro de Halík, autor checo que é um dos mais considerados pensadores cristãos dos nossos dias. A novidade editorial, desta vez sob a forma epistolar, intitula-se O sonho de uma nova manhã – Cartas ao Papa e sai em Portugal com a chancela das Edições Paulinas.
A série de três conferências tem início em Braga, no Auditório Vita, no dia 19 de novembro, terça-feira, às 21h, com entrada livre, sendo o tema “Ler os sinais dos tempos”, matéria que surge abordada também em “O sonho de uma nova manhã.” O mesmo tema será apresentado na conferência seguinte, no dia 21, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
No dia 22, igualmente em Lisboa, Tomáš Halík fará uma terceira conferência sobre o tema “O sonho de uma Igreja adulta: vencedora ou ressuscitada?”. A iniciativa cabe ao Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV).

A série de três conferências tem início em Braga, no Auditório Vita, no dia 19 de novembro.
Halík vem certamente, ainda, colaborar na boa ‘digestão’ do seu livro A tarde do cristianismo, no qual apontava que “a fé é chamada a sair da casa das certezas em que viveu e a voltar a procurar”, já que “é a inquietação do coração humano que não nos permite instalar-nos numa forma de fé acolhida ou alcançada, mas impele-nos sempre a procurar e ao desejo de ir além”.
O novo livro de Halík de tom mais coloquial e acessível, nasce de um sonho do autor, no qual surge um novo Papa que vai passar a ser para ele “não apenas um questionador”, mas, acima de tudo, “um guia que pacientemente [o] ouve, inspira e encoraja, um participante nos [seus] momentos de reflexão e de imaginação, de oração e de meditação”.
As cartas a esse pontífice que veio do sonho, talvez não por acaso, são 12 e abordam temas tão diversos como os da própria Igreja, em busca sinodal do seu caminho, hoje: Os sonhos como linguagem dos desejos de Deus; A busca da identidade; A missão dos profetas; Deus como futuro; A esquecida força interior da religião; A catolicidade como responsabilidade universal; Ó mãe Igreja, emerge de ti mesma!; Ama e crê livremente; Esvaziar o Inferno; e Encher o Céu, entre outros.










