Três milhões de mortos por ano em acidentes de trabalho, a maior parte evitáveis, diz a OIT
Morrem três milhões de pessoas por ano, em consequência de acidentes de trabalho, que no total atingem 374 milhões de pessoas. O trágico balanço, feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a propósito do Dia Mundial para a Segurança e Saúde no Trabalho, que se assinalou neste domingo, 28 de Abril, seria largamente evitável, diz a OIT, citada pelo Vatican News.
O pior mesmo é que este drama está em crescimento, acrescenta a mesma fonte. Em Portugal, essa é também a realidade: em 2018, morreram 1133 pessoas em Itália (um aumento de 10 por cento) e 131 pessoas em Portugal, mais 12 do que no ano anterior, por exemplo. Construção civil e indústrias transformadoras são os sectores onde morrem mais pessoas, no país, e o sábado é quando há mais acidentes graves, o que traduz também a ausência de inspecções no fim-de-semana. Realidades que também têm sido objecto de denúncias por parte de organizações de trabalhadores, como o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos.
Em Setembro passado, ao receber os associados da Associação de Mutilados e Inválidos do Trabalho, de Itália, o Papa Francisco afirmou: “Quantos, no trabalho, ficam feridos com consequências permanentes e debilitantes, vivendo uma situação particularmente sofrida, especialmente quando a deficiência que carregam os impede de continuar a trabalhar e de cuidar de si e de seus entes queridos, como antes. A todos exprimo a minha proximidade “. E acrescentou: “A escassez de recursos, que preocupam os governos, certamente não pode tocar áreas delicadas como esta, porque os cortes devem dizer respeito a desperdícios, mas a solidariedade nunca deve ser cortada.”
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