Todas e todos estão convocados para uma vigília de 24 horas em solidariedade com o povo palestiniano, que começa às 9h da manhã desta quarta-feira, 23, junto à Câmara Municipal do Porto.
Os promotores desta vigília já se concentram naquele local pela mesma causa vai para dois anos, diariamente, entre as 21 e as 23h. “Esta semana, a morte pela fome em Gaza exige mais”, dizem eles, lembrando: “Não há comida em Gaza. As crianças caem famintas. Os médicos caem famintos. E a comida espera, do outro lado da fronteira.”
Considerando “criminoso” o embargo à ajuda humanitária que “é mais um passo na limpeza étnica do povo palestiniano”, os promotores condenam o Governo português por “negar a fome” e ser “cúmplice” do genocídio.
O apelo a juntar-se à vigília é dirigido a todas as pessoas, coletivos, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos. Os convocados são convidados a contactar familiares e amigos sensibilizando-os para aderirem também e informando que devem levar um agasalho e mantimentos para partilhar. “A cumplicidade é crime. Nós não nos calamos!”, rematam.
Guterres: “A paz é uma escolha que deve ser feita”
O Secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou esta terça-feira, 22 de julho todas as nações a escolherem a diplomacia em vez da divisão e a comprometerem-se novamente a resolver os conflitos por via pacífica, como “único caminho sustentável para a segurança global”.
O dirigente mundial intervinha num raro debate aberto de alto nível no Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque, sob a presidência do Paquistão e centrado no tema da paz internacional e multilateralismo.
Recordando que a Organização das Nações Unidas foi fundada há 80 anos com o propósito de proteger a humanidade do flagelo da guerra, Guterres lembrou que a Carta da ONU prevê instrumentos – negociação, mediação, conciliação, arbitragem e outras – que “continuam a ser uma tábua de salvação quando as tensões crescem, as queixas aumentam e os estados perdem a confiança uns nos outros”.
Para o Secretário-geral o custo de fazer impunemente tabua rasa do direito internacional “é impressionante – medido em vidas humanas, comunidades destruídas e futuros perdidos”. “Basta olhar para o horror em Gaza – com um nível de morte e destruição sem paralelo nos últimos tempos”, lembrou.
Guterres enfatizou que “a paz é uma escolha e o mundo espera que o Conselho de Segurança ajude os países a fazer essa escolha”, recordando que, mesmo durante a Guerra Fria, o diálogo no Conselho de Segurança permitiu missões de manutenção da paz e o acesso humanitário, e “ajudou a evitar uma terceira guerra mundial”.
O responsável pediu ainda aos membros daquele órgão que mantivessem os canais abertos, construíssem consensos e tornassem o Conselho “mais representativo das realidades geopolíticas atuais”.










