Francisco, 2013-2023 (7)

10 anos de pontificado, 10 gostos do Papa: A Festa de Babette

| 10 Mar 2023

A Festa de Babette, Gabriel Axel

Cena do filme A Festa de Babette, realizado por Gabriel Axel: “um hino à caridade cristã, ao amor”, considera o Papa.

 

A Festa de Babette conta o que, no século XIX, sucede após Babette, uma cozinheira fugida de França, chegar à pequena cidade de Berlevaag, na costa da Noruega, a casa de duas senhoras puritanas de meia-idade, filhas do fundador de uma seita religiosa. A obra é da escritora dinamarquesa Karen Blixen*, mas é o filme que da novela nasceu que faz a delícia do Papa Francisco.

“É um dos mais belos que já vi”, disse ele numa conversa com Carlo Petrini, um jornalista italiano fundador do movimento Slow Food.

Realizado por Gabriel Axel, A Festa de Babette recebeu o Óscar de Melhor Filme Internacional e várias outras distinções. A película de 1987 é protagonizada por Stéphane Audran, Bodil Kjer e Birgitte Federspiel. O Papa considera-o “um hino à caridade cristã, ao amor”. Não é, pois, de admirar que Francisco o tenha referido na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Lætitia.

Nesse documento Sobre o Amor na Família, o Papa escreve que “a experiência estética do amor exprime-se naquele olhar que contempla o outro como fim em si mesmo, ainda que esteja doente, velho ou privado de atractivos sensíveis”. Para Francisco, “o olhar que aprecia tem uma enorme importância e recusá-lo, habitualmente, faz dano”. Ou seja, “muitas feridas e crises têm a sua origem no momento em que deixamos de nos contemplar”.

Francisco preconiza que a alegria deste amor contemplativo seja cultivada. “Uma vez que somos feitos para amar, sabemos que não há maior alegria do que partilhar um bem: ‘Dá e recebe, e alegra a tua vida’ (Sir 14, 16)”. E aqui entra o filme: “As alegrias mais intensas da vida surgem, quando se pode provocar a felicidade dos outros, numa antecipação do Céu. Vem a propósito recordar a cena feliz do filme A Festa de Babette, quando a generosa cozinheira recebe um abraço agradecido e este elogio: ‘Como deliciarás os anjos!’”

A opulenta festa tinha sido um milagre. Como escreve Karen Blixen, “a Graça quisera manifestar-se ali”.

 

* A Festa de Babette e Outras Histórias do Destino. Asa, 1995.

 

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