A concentração dos caminhantes pela paz tem início pelas 16h00 deste domingo, 4 de outubro, diante do Centro Comercial das Amoreiras, de onde seguem em direção ao Jardim das Amoreiras, Parque Eduardo VII e jardim da Fundação Calouste Gulbenkian. “Pela água que dá a vida e pela paz que nos une” é o lema da caminhada Passos pela Paz promovida, em Lisboa, por várias organizações católicas no dia do termo do Tempo da Criação, dia em que se celebram os 800 anos da morte de São Francisco de Assis.
A Pax Christi portuguesa, o Grupo Cuidar da Casa Comum em Santa Isabel, o movimento Sopro, a Pastoral Penitenciária e a Rede Cuidar da Casa Comum juntaram-se para promover esta marcha em defesa da Terra e da Paz. Este ano, o Papa Leão XIV convidou os católicos e todos os homens e mulheres de boa vontade a terem como tema central do Tempo da Criação a ‘água viva’, quer enquanto bem essencial à vida que a crise ambiental faz escassear quer enquanto símbolo do espírito que ajuda os discípulos de Jesus de hoje a discernirem os caminhos que devem trilhar para melhor servirem a humanidade.
Ao organizarem esta marcha, os promotores lembram que “a água, e a falta dela, está hoje no coração da crise ecológica e da crise social que o planeta e a humanidade vivem” e que “pela sua posse e mercantilização prolongam-se e nascem guerras que se juntam a tantas outras que assolam o nosso mundo”. Assim, “a procura e a conquista da paz são passos fundamentais para que a água chegue a todos e seja para todos, uma paz que inclua e respeite as diferenças e os direitos de cada um e de cada povo”.
No apelo destas organizações para que outros cidadãos e cidadãs, crentes ou não, adiram a esta iniciativa, lê-se: “Num mundo marcado por secas extremas, por conflitos por recursos hídricos e pela degradação ambiental, o apelo à ‘água viva’ é também um apelo à paz, à justiça climática, à proteção dos ecossistemas e à defesa das comunidades mais vulneráveis”.
E por isso, denunciar o estado de “guerra mundial aos pedaços”, o constante agravamento dos conflitos armados, as centenas de milhares de mortos e os milhões de desalojados, bem como a destruição até hoje imparável dos equilíbrios naturais e do próprio planeta são algumas das razões que motivam esta descida à rua, sob o lema “cuidar da água é cuidar da vida, da paz e do futuro comum da humanidade.”
A iniciativa inclui-se no conjunto de caminhadas pela paz que decorrem desde 19 de setembro nas ruas, parques e avenidas de várias cidades do país e em diversos formatos: mais meditativas, mais silenciosas, ou procurando ganhar visibilidade junto dos transeuntes.
Saindo do Centro Comercial das Amoreiras, onde terá lugar um primeiro momento de leitura de textos sobre como a procura e a conquista da paz – uma paz que inclua e respeite as diferenças e os direitos de cada um e de cada povo – são passos fundamentais para que a água chegue a todos e seja para todos.
Os caminhantes farão, depois, uma primeira paragem no Jardim das Amoreiras, local em que será proposto um momento de reflexão sobre a paz. Daí subirão o Parque Eduardo VII até perto da Penitenciária, lugar de uma segunda paragem em que será chamada a atenção para a condição de recluso. No termo da marcha, no Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, será proposta uma meditação sobre o acolhimento do diferente e a riqueza de uma comunidade de diferentes dons, vontades e projetos de vida.










