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“Ponham a saúde das pessoas acima de tudo”: a carta aberta assinada por quase 400 organizações em todo o mundo

| 31/03/2020

“Ponham a saúde das pessoas acima de tudo”: a carta aberta assinada por quase 400 organizações em todo o mundo

by | 31 Mar 20

carta aberta organizacoes covid-19

“As pessoas acima dos lucros”, pede este cartaz e pedem estas 400 organizações no documento agora divulgado. Foto © Maysa_NYC – Flickr

 

A carta é curta e concisa: basta que sejam cumpridos cinco princípios e todos juntos conseguiremos recuperar da pandemia de covid-19. Mais: iremos garantir um futuro melhor. Assinado por quase 400 organizações espalhadas por todo o mundo, o documento pretende enunciar cinco princípio para a recuperação pós-pandemia e aponta como primeiro princípio que a saúde das pessoas seja colocada “acima de tudo, sem exceções”, assegurando que todos têm acesso a serviços de saúde, estejam onde estiverem.

Logo a seguir, pedem que seja dado apoio económico “diretamente às pessoas”, com um foco particular nos mais fragilizados. E, em terceiro lugar, propõem que se ajudem os trabalhadores e comunidades, em vez dos acionistas ou executivos das empresas.

O quarto princípio a cumprir consiste na criação de “resiliência para crises futuras”. Como? Através da aposta em “empregos que irão potenciar uma recuperação justa e uma transição dos trabalhadores e comunidades para o futuro carbono-zero de que precisamos”, defendem.

No final da lista, mas não menos importante, propõe a “construção de solidariedade e comunidade além-fronteiras”, não dando poder a autoritarismos. O objetivo é que se transfira “tecnologia e poder económico para países e comunidades mais pobres, permitindo-lhes assim responder usando estes princípios” e que se partilhem soluções entre todos os países.

A iniciativa de escrever esta carta aberta, divulgada sábado passado, 28, pela CIDSE (Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade), partiu da associação 350, um movimento internacional de “pessoas comuns” que pretende contribuir para construir “um futuro justo, próspero, igualitário e seguro diante dos efeitos das mudanças climáticas”. A ela associaram-se já perto de 400 organizações religiosas e de defesa dos direitos humanos em todo o mundo, como a , a Católicos en Red, ou o Centro Jesuíta para a Fé e a Justiça, e todas as instituições ou pessoas individuais que pretendam assiná-la podem ainda fazê-lo.

Os princípios defendidos giram em torno de uma ideia central: criar condições em todo o mundo para uma “recuperação justa”. No final da carta, fica o apelo: “Não usem a crise como uma desculpa para atropelar os direitos humanos, as liberdades civis e a democracia”.

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