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Centro de Acolhimento para vítimas de violência doméstica no contetxo da vocid-19, cedido pelos Franciscanos

Franciscanos cedem casa para vítimas de violência doméstica durante a pandemia

| 07/04/2020

Franciscanos cedem casa para vítimas de violência doméstica durante a pandemia

by | 7 Abr 20

Centro de Acolhimento para vítimas de violência doméstica no contetxo da vocid-19, cedido pelos Franciscanos

Centro de Acolhimento para vítimas de violência doméstica no contexto da covid-19, cedido pelos Franciscanos. Foto: Direitos reservados

 

Foi há pouco mais de uma semana que a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade (SECI) e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lançaram o apelo a algumas instituições católicas: precisavam rapidamente de um espaço onde pudesse ser montado um centro temporário de acolhimento de emergência para mulheres vítimas de violência doméstica, dados os receios de que este tipo de crime aumente no contexto da pandemia de covid-19. A resposta não se fez esperar da parte da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) de Portugal. A resposta foi imediata e em poucos dias uma das casas da Ordem foi preparada e disponibilizada para o efeito. O centro abriu esta segunda-feira, dia 6, e permanecerá aberto enquanto durar a pandemia.

“Esta é a resposta natural da Igreja, isto é o que a Igreja faz no seu dia-a-dia: ação social”, sublinha o frei Isidro Lamelas, vigário provincial dos Franciscanos, que acompanhou todo o processo. “Quando me telefonaram a perguntar se tinha conhecimento da existência de estruturas que pudessem servir para acolher este centro, pensei logo que nós próprios tínhamos possibilidade de ajudar. Cedemos o espaço, e também parte do recheio, como loiças e mobiliário, para que a casa pudesse entrar em funcionamento o mais rápido possível”, explicou, em declarações ao 7MARGENS.

O frade franciscano considera que “o Estado nem sempre reconhece o papel social das instituições religiosas, mas em alturas como esta pede ajuda, e ainda bem que pede, porque esta é a nossa missão”.  E recorda que foi assim que surgiu o cristianismo, “como um credo social”. Por isso, defende, “a Igreja não se pode ficar pelo anúncio doutrinal”.

De acordo com um comunicado divulgado pela APAV, o novo centro, que dispõe de 35 lugares, irá acolher mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhadas ou não de filhos até aos 18 anos, e funcionará por um período previsível de seis meses, estando dependente da evolução da pandemia de covid-19 no país.

Para este espaço serão encaminhados os casos da zona metropolitana de Lisboa e do sul do país. As vítimas podem contactar os números de emergência da APAV ou da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), e serão, depois, referenciadas pela Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.

Em colaboração com o Ministério da Saúde, o espaço foi equipado com um posto de rastreio de covid-19, que dispõe de quartos de espera e de confinamento para as mulheres e crianças que venham a ser acolhidas.

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