
Pessoas em regime de teletrabalho não têm ainda todos os seus direitos assegurados. Foto © Ian Harber | Unsplash
Os participantes na Assembleia Geral do Movimento Europeu dos Trabalhadores Cristãos reunidos em Lisboa de 21 a 24 de setembro avisam que, em virtude da pandemia ter tornado mais visíveis as profissões “socialmente relevantes”, é preciso que agora se trabalhe para “melhorar de forma sustentáveis as condições trabalho” dessas pessoas.
Foram 35 participantes, vindos de 8 países europeus, onde se incluiu a LOC/MTC, que assinaram um pedido de “um mundo onde as pessoas estejam no centro”, onde lhes seja assegurado que “ninguém seja deixado de fora da solidariedade do Estado Providência”. “A pandemia mostrou-nos com toda a clareza que são necessárias mudanças sociais. Exigiremos estas mudanças e contribuiremos nós próprios para a solidariedade e a justiça. Como cristãos e como movimentos de trabalhadores cristãos, queremos contribuir para um mundo diferente e melhor”, refere o comunicado final enviado ao 7MARGENS.
A preocupação com o teletrabalho e a falta de “um quadro legal para assegurar os direitos destes trabalhadores nas formas de trabalho” em alguns países levantou preocupação, já que, segundo se lê no comunicado final, “continua em aberto a questão de como o trabalho com plataformas pode ser utilizado em benefício dos trabalhadores”.
Estas convicções existem “como uma expressão da nossa fé”. “Em Jesus Cristo somos considerados todos como filhos de Deus e por isso consideramos todas as pessoas como irmãs e irmãos”, defendem.
Para estes participantes, “a esperança é ousada”. “Localmente, onde trabalhamos, estamos atentos às injustiças estruturais globais. Acreditamos que todos podem contribuir para a mudança social de que necessitamos. Mesmo quando as coisas são difíceis – não perdemos a esperança”, concluem assim o comunicado.









