
Rolando José Álvarez, numa foto de 2019, da Conferência Episcopal da Nicarágua. Foto © Ramírez 22 nic, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
“Não posso deixar de recordar com preocupação o bispo de Matagalpa, Rolando Álvarez, a quem tanto estimo.” Foram estas as palavras que o Papa Francisco proferiu, na oração do Angelus, este domingo, 12 de fevereiro, depois de o bispo ter sido castigado a 26 anos de prisão e ter-lhe sido retirada a nacionalidade, tornando-o oficialmente um apátrida.
O Papa disse-se “entristecido com as notícias que chegam da Nicarágua” e afirmou que reza pelo bispo de Matagalpa e também pelas “pessoas que foram deportadas para os Estados Unidos”, como “por todos aqueles que sofrem naquela querida nação”.
Antes de rezar uma Avé Maria com os milhares de fieis que se reuniam da Praça de S. Pedro, Francisco pediu que “o Senhor abra os corações dos responsáveis políticos e de todos os cidadãos para a sincera busca da paz que nasce da verdade, da justiça, da liberdade e do amor, e que se alcança através de um exercício paciente do diálogo”.
A punição do bispo Alvarez e a retirada a todos os presos políticos dos seus direitos de cidadania estão a ser contestadas por vários responsáveis políticos dos Estados Unidos, União Europeia e Espanha, bem como pelo CELAM (Conselho do Episcopado da América Latina e Caraíbas).









