
Mulheres trabalhadoras no Ruanda, tema da mensagem do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos para o Dia Internacional da Mulher, de 2024. Foto: Direitos reservados.
O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) quer “acelerar a capacitação económica das mulheres” no Ruanda, “apoiando-as através da alfabetização financeira, da formação profissional, de projetos de cadeias de valor agrícolas, de apoio a grupos de poupança, crédito e da facilitação das suas ligações com instituições financeiras para melhorar o seu acesso ao financiamento”.
A declaração do MMTC assume um curto texto descritivo da situação das mulheres naquele país de África, a propósito do Dia Internacional da Mulher, assinalado nesta sexta-feira, 8 de Março. Cada ano, o MMTC destaca a situação das mulheres num país, pedindo ao movimento local que faça uma curta descrição das principais realidades e dificuldades.
“As mulheres são também apoiadas através de programas de acompanhamento empresarial, ferramentas profissionais e redes, para transformar as suas ideias em negócios de sucesso”, diz o texto enviado ao 7MARGENS e que pode ser lido na íntegra na página digital da Liga Operária Católica – LOC/MTC.
“Defendem igualmente a adoção de políticas que assegurem um ambiente equitativo e propício ao desenvolvimento económico tanto das mulheres como dos homens.”
Os cristãos, acrescenta o documento, têm a obrigação de batalhar por um “um mundo diverso, justo e inclusivo, (…) em que se valorizem e celebrem as diferenças”, nomeadamente no tema da igualdade de género.
No último inquérito à população ativa do Ruanda, verifica-se que a percentagem global de participação das mulheres na força de trabalho do país (44,4%) é ainda inferior à dos homens (62,5%), o que revela um longo caminho a percorrer para a igualdade entre mulheres e homens no país. Apesar de tudo, a introdução da noção de igualdade de género na Constituição do país, em 2003, permitiu a introdução de uma série de políticas positivas de apoio às mulheres, incluindo uma quota de 30% de presença feminina nos órgãos de liderança.
A mensagem do MMTC afirma ainda que a “justiça e a equidade em todas as suas formas são virtudes que os cristãos são chamados a cultivar, praticar e difundir”. Para terminar com um apelo: “Unamo-nos e continuemos a lutar por um mundo com igualdade de género. Um mundo livre de preconceitos, estereótipos e discriminação, de normas negativas de género, culturais e sociais. Um mundo diverso, justo e inclusivo. Um mundo em que se valorizem e celebrem as diferenças. Juntos podemos moldar a justiça social na economia para a vida das mulheres.”
O MMTC é um movimento oficialmente reconhecida pela Igreja Católica para trabalhadores católicos que integra a Conferência das Organizações Católicas Internacionais, no âmbito do Vaticano. Desenvolve a sua atividade na ótica de construir uma sociedade mais igualitária e aberta à diferença, de acordo com os princípios cristãos.









