O que significa ser “estrangeiro” no mundo atual e qual o papel da cultura e da arte na (re)integração na sociedade? A cineasta e investigadora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) Linda Koncz procurou respostas para estas perguntas numa série de entrevistas que realizou a reclusas, colaboradores e visitantes da prisão feminina de Giudecca, Itália, durante a 60ª edição da Bienal de Veneza, em 2024. O resultado está no documentário Need and Hope, que o Vaticano acaba de divulgar.
A prisão de Giudecca foi precisamente o local escolhido pela Santa Sé para instalar o seu pavilhão e várias obras artísticas no âmbito da sua representação naquela exposição internacional de arte, cujo mote era Stranieri ovunque (“Estrangeiros por todo o lado”). Ao colocar as mesmas perguntas a reclusas, funcionários e visitantes do pavilhão, Linda Koncz procurou explorar o significado complexo de ser um “estrangeiro”, um “estranho” no mundo atual.
Nascida na Hungria e radicada em Lisboa, Linda Koncz concluiu o doutoramento em Estudos de Cultura na UCP e é atualmente investigadora de pós-doutoramento no Programa em Desenvolvimento Humano Integral na Católica Doctoral School (CADOS), estudando os aspetos socioculturais do processo de integração de migrantes na capital portuguesa. Acredita numa abordagem interdisciplinar entre as artes e a academia, defendendo que o storytelling visual deve fazer parte da investigação académica.
O documentário Need and Hope pode ser visto abaixo.
(Imagem de destaque reproduzida a partir do documentário Need and Hope, de Linda Koncz.)
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