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Papa Francisco durante audiência geral de 12 de junho, na Praça de São Pedro. Foto Vatican media

Papa Francisco insiste

“A homilia não deve durar mais de oito minutos, senão as pessoas adormecem… e com razão!”

| 12/06/2024

Papa Francisco durante audiência geral de 12 de junho, na Praça de São Pedro. Foto Vatican media

“A homilia há de ser breve: uma imagem, um pensamento e um sentimento”, afirmou o Papa durante a audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro. Foto © Vatican Media

Já não é a primeira vez que o Papa deixa o aviso aos padres católicos, e na catequese desta quarta-feira, 12 de junho, voltou a insistir: “A homilia não deve durar mais de oito minutos, porque depois, com o tempo, perde-se a atenção e as pessoas adormecem… e com razão!”. Perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, Francisco explicou que o objetivo de uma homilia é “ajudar a transferir a Palavra de Deus do livro para a vida”.

Mas para atingir esse objetivo “a homilia há de ser breve: uma imagem, um pensamento e um sentimento”, afirmou. “É isto que quero dizer aos sacerdotes, que tantas vezes falam muito, e não se entende o que dizem.”

Já em 2018, o Papa havia exortado os presbíteros a “serem breves” nas homilias. Nessa altura, referiu como limite de tempo os dez minutos e pediu: “por favor, que a homilia seja curta, mas bem preparada”.

É verdade que Francisco por vezes excede este limite de tempo nas suas próprias homilias, particularmente quando estas são dirigidas ao clero. Na Quinta-feira Santa deste ano, a homilia da Missa Crismal – que proferiu perante perto de dois mil padres, bispos e cardeais – durou mais de 20 minutos. Já quando a assembleia é maioritariamente composta por crianças e jovens, é frequente que o Papa encurte o texto que havia preparado previamente. Assim aconteceu, diversas vezes, durante a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, no ano passado.

Na catequese desta quarta-feira, o Papa exortou os católicos a reservarem tempo todos os dias para ler e refletir sobre uma passagem das Escrituras, recomendando que levem sempre consigo “um Evangelho de bolso” para ler nos momentos livres ao longo do dia.

No final da audiência geral, o Francisco pediu a todos que continuem a rezar pela paz na Ucrânia, na Palestina, em Israel, em Mianmar e nos muitos países que hoje estão em guerra.

E saudando “os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os que vieram de Portugal e do Brasil”, lembrou que esta quinta-feira “celebraremos Santo António, que nasceu em Lisboa e nos diz: ‘se lês Jesus, Ele sacia-te a mente'”. Por isso, concluiu, “encorajo cada um de vós a meditar a Sagrada Escritura. Nela, Jesus revigora-nos e ilumina as nossas vidas”.

 

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