[À Margem]
O momento de dizer “não” ao populismo e aos perigos da IA
“O que apelidamos hoje de populismo parece crescer gravemente, nomeadamente na captura e transformação das várias instituições pilares das democracias liberais. Quanto aos efeitos, começamos a senti-los e, se nos distrairmos e acomodarmos, muitos deles serão dificilmente reversíveis.”
Ainda as ausências. Ainda os silêncios. Muito do que falta escutar.
Trata-se de olhar muito para lá dos debates da campanha eleitoral. Sobre esses, já muitas pessoas chamaram a atenção para o facto de haver temas fundamentais completamente ausentes. Por exemplo, o de saber se pode Portugal ter uma posição mais pró-activa na defesa da paz e do desarmamento.
Sinais de inquietação: a parte que nos cabe
Não faltam, nos dias que correm, motivos para as cidadãs e os cidadãos atentos estarem preocupados. Aproximam-se momentos decisivos quanto ao futuro, nomeadamente com as eleições legislativas de 10 de março e, três meses mais tarde, as eleições para o Parlamento Europeu.
Da educação para a paz e não-violência nasce a fraternidade
Celebra-se a 4 de fevereiro, domingo, o Dia Internacional da Fraternidade Humana. A este dia, gostaria de associar, por me parecer importante, o Dia Escolar da Não-Violência e da Paz, celebrado a 30 de janeiro.
Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!
A violência inominável com que as forças armadas israelitas têm levado a cabo o extermínio do povo palestino que habitava Gaza não tem paralelo com qualquer outra guerra contemporânea. A teoria que suporta o genocídio em curso é conhecida e há muito que foi desenvolvida nas altas esferas militares israelitas. Nunca se pensou que pudesse ser levada a cabo. Está a acontecer.
Menos deslumbramento pela tecnologia e mais respeito pelas pessoas
A história não era, até há pouco, amplamente conhecida. Terá começado antes do fim do século XX e prolongar-se-ia pela primeira década e meia do século seguinte. Durante este período, muitos chefes de postos de correio britânicos localizados em pequenas cidades ou em áreas rurais foram sendo acusados de roubo, fraude e falsificação de contabilidade financeira. As incriminações eram simples e iguais: tinham subtraído dinheiro das contas bancárias dos postos de correio que dirigiam.
Eu, gulosa, me confesso
Quando me perguntam se gosto de comer, apetece-me responder como os miúdos, quando começam a aprender as subtilezas da língua: “Eu não gosto… [Pausa dramática] Eu adoro comer!”. Mas porque escrevo isto? Porque o Papa tem dedicado as suas catequeses semanais aos vícios e às virtudes. E a desta quarta-feira foi sobre – adivinhem – a gula, pois claro. Que não é considerada uma virtude.
Para acabar com o inferno de Gaza
Como sair disto? As palavras não são minhas: “O ataque criminoso a Gaza não resolverá o massacre atroz que o Hamas executou.” E a solução para o conflito entre Israel e Palestina, não virá de “políticos corruptos” em Israel ou do Hamas. “Virá de nós, filhos e filhas das duas nações.”
Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo
O grande desafio da educação para a paz passa por olhar o outro, os outros – pessoas, grupos, povos – como enriquecimento, em vez de ameaça; querer conhecer melhor as suas culturas e anseios, em vez de me fechar numa atitude autorreferencial; “escutar com o coração”, como sugeria recentemente o Papa Francisco, em lugar de apenas ouvir; e aprender a fazer caminho com os outros, em vez de à revelia dos outros. Por aí se poderá desatar o nó cego do “grande problema”.
Ainda as ausências. Ainda os silêncios. Muito do que falta escutar.
Trata-se de olhar muito para lá dos debates da campanha eleitoral. Sobre esses, já muitas pessoas chamaram a atenção para o facto de haver temas fundamentais completamente ausentes. Por exemplo, o de saber se pode Portugal ter uma posição mais pró-activa na defesa da paz e do desarmamento.
Sinais de inquietação: a parte que nos cabe
Não faltam, nos dias que correm, motivos para as cidadãs e os cidadãos atentos estarem preocupados. Aproximam-se momentos decisivos quanto ao futuro, nomeadamente com as eleições legislativas de 10 de março e, três meses mais tarde, as eleições para o Parlamento Europeu.
Da educação para a paz e não-violência nasce a fraternidade
Celebra-se a 4 de fevereiro, domingo, o Dia Internacional da Fraternidade Humana. A este dia, gostaria de associar, por me parecer importante, o Dia Escolar da Não-Violência e da Paz, celebrado a 30 de janeiro.
Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!
A violência inominável com que as forças armadas israelitas têm levado a cabo o extermínio do povo palestino que habitava Gaza não tem paralelo com qualquer outra guerra contemporânea. A teoria que suporta o genocídio em curso é conhecida e há muito que foi desenvolvida nas altas esferas militares israelitas. Nunca se pensou que pudesse ser levada a cabo. Está a acontecer.
Menos deslumbramento pela tecnologia e mais respeito pelas pessoas
A história não era, até há pouco, amplamente conhecida. Terá começado antes do fim do século XX e prolongar-se-ia pela primeira década e meia do século seguinte. Durante este período, muitos chefes de postos de correio britânicos localizados em pequenas cidades ou em áreas rurais foram sendo acusados de roubo, fraude e falsificação de contabilidade financeira. As incriminações eram simples e iguais: tinham subtraído dinheiro das contas bancárias dos postos de correio que dirigiam.
Eu, gulosa, me confesso
Quando me perguntam se gosto de comer, apetece-me responder como os miúdos, quando começam a aprender as subtilezas da língua: “Eu não gosto… [Pausa dramática] Eu adoro comer!”. Mas porque escrevo isto? Porque o Papa tem dedicado as suas catequeses semanais aos vícios e às virtudes. E a desta quarta-feira foi sobre – adivinhem – a gula, pois claro. Que não é considerada uma virtude.
Para acabar com o inferno de Gaza
Como sair disto? As palavras não são minhas: “O ataque criminoso a Gaza não resolverá o massacre atroz que o Hamas executou.” E a solução para o conflito entre Israel e Palestina, não virá de “políticos corruptos” em Israel ou do Hamas. “Virá de nós, filhos e filhas das duas nações.”
Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo
O grande desafio da educação para a paz passa por olhar o outro, os outros – pessoas, grupos, povos – como enriquecimento, em vez de ameaça; querer conhecer melhor as suas culturas e anseios, em vez de me fechar numa atitude autorreferencial; “escutar com o coração”, como sugeria recentemente o Papa Francisco, em lugar de apenas ouvir; e aprender a fazer caminho com os outros, em vez de à revelia dos outros. Por aí se poderá desatar o nó cego do “grande problema”.
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