
Uma cruz feita com Bíblias: “Dos valores bíblicos decorre a compreensão de que somos dotados de autoconsciência e é essa que nos impele a exercermos as nossas opções na sociedade”. Foto © Timóteo Cavaco
A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) incentivou os seus fiéis ao voto nas próximas eleições legislativas de 10 de março, garantindo, ao mesmo tempo, que permanecerá neutral a nível partidário. “Os evangélicos em Portugal, que detêm capacidade eleitoral, são firmemente incentivados a exercer o seu direito e a participar, na medida em que considerarem adequado, nas ações legítimas que contribuam para o seu – e de outros – esclarecimento cívico”, refere uma nota de imprensa da organização enviada ao 7MARGENS.
“No presente, tal como no passado, a AEP preserva sempre a sua natureza estritamente apartidária, embora, como parte ativa da sociedade portuguesa, mantenha relações político-institucionais no quadro dos órgãos de soberania”, acrescenta ainda o documento, datado de 20 de fevereiro.
Assumindo-se como herdeira dos princípios da Reforma Protestante do século XVI, a AEP defende a centralidade e autoridade da Bíblia acreditando que esta transmite uma mensagem de crucial importância para cada indivíduo em particular e para a sociedade em geral, no que respeita às suas necessidades, quer sejam espirituais, morais, éticas, culturais, sociais, políticas, etc. “Dos valores bíblicos decorre também a firme compreensão de que, observando a soberania de Deus, somos dotados de autoconsciência e é essa que nos impele a exercermos as nossas opções no quadro da sociedade em que estamos inseridos”.
“O desejo da Aliança Evangélica Portuguesa é que no próximo dia 10 de março as duas centenas de milhares de evangélicos em Portugal contribuam, na base do seu voto pessoal, livre, esclarecido e transversal, para que a próxima legislatura possa ter entre si promotores dos valores cristãos que, de forma digna, defendam e atuem de acordo com os princípios bíblicos, designadamente que pratiquem a justiça, que sejam fiéis e leais e que obedeçam humildemente a Deus”, reitera.









