
A Amnistia Internacional convida a trazer, ou a realizar no local, origamis em forma de pomba, enquanto símbolo de apoio ao cessar-fogo. Foto © Amnistia Internacional Portugal.
A Amnistia Internacional (AI) Portugal vai realizar na próxima quinta-feira, 9 de novembro, “uma vigília de silêncio e sem bandeiras pelo cessar-fogo imediato no conflito entre o Estado de Israel e o Hamas”. A ação decorrerá no Jardim Roque Gameiro (Cais do Sodré, em Lisboa), a partir das 18h30, e será replicada noutros locais do país, havendo já a confirmação de que se realizará também, a partir das 19 horas, na Praça da República, em Coimbra.
Todos estão convidados a participar na iniciativa, anunciada esta terça-feira em comunicado às redações, para a qual “a Amnistia Internacional convida a trazer, ou a realizar no local, origamis em forma de pomba, enquanto símbolo de apoio ao cessar-fogo”.
Paralelamente, a organização de defesa dos direitos humanos está a promover uma petição “para apelar a um cessar-fogo imediato por todas as partes, a fim de libertar todos os reféns, pôr termo ao sofrimento dos civis e garantir o acesso da ajuda humanitária à Faixa de Gaza”.
“Lançámos esta petição para que as pessoas possam juntar as suas vozes e nomes ao apelo fundamental do cessar-fogo em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados. De ambos os lados, temos recebido relatos de sofrimento civil inconcebível, com famílias inteiras perdidas e pessoas que procuram os corpos dos seus entes queridos nos escombros com as suas próprias mãos. É por isso que pedimos este cessar-fogo, para que a proteção dos civis venha em primeiro lugar e seja imperativamente respeitada, para que os reféns israelitas sequestrados pelo Hamas possam regressar aos seus lares e às suas famílias, para que a ajuda humanitária possa entrar na Faixa de Gaza e aliviar a pressão em que se encontram os hospitais e a carências atuais dos palestinianos naquele território”, sublinha Pedro A. Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal.
Na pespetiva da AI, o cessar-fogo proporcionaria ainda “a oportunidade de negociar a libertação dos reféns detidos pelo Hamas e a realização de investigações internacionais independentes sobre os crimes de guerra cometidos por todas as partes”.
Mais de 4800 pessoas assinaram, até ao momento, a petição da Amnistia Internacional pelo cessar-fogo em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados, a qual foi também subscrita por mais de 30 organizações da sociedade civil.









