Anselmo Borges: Religião e ciência unidas para compreender o mundo

Anselmo Borges no Rómulo: “Nem a religião e nem a ciência podem ser fundamentalistas porque ninguém domina a autoridade. Nós somos finitos no infinito”. Fotos © Miguel Cotrim
A pergunta ‘Deus ainda tem futuro?’, se Deus não existir, não tem sentido. Mas “há pessoas que nunca ouviram falar de Deus”, afirmou o padre Anselmo Borges numa palestra proferida no Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra.
Para o professor da Faculdade de Letras não existe nenhuma incompatibilidade entre ciência e Deus. Antes pelo contrário, ambas completam-se. Perante uma sala esgotada para o ouvir, o padre da Sociedade Missionária da Boa Nova reconhece que houve, em tempos uma conflitualidade por causa de alguns fundamentalismos. “Nem a religião e nem a ciência podem ser fundamentalistas porque ninguém domina a ultimidade. Nós somos finitos no infinito”, afirmou.
A religião e a ciência estão hoje unidas para compreender o mundo, dando algum sentido, concluiu na sua palestra para depois dar lugar ao diálogo. “A ciência explica como funciona o mundo e a religião dá-lhe algum sentido”, sublinhou, procurando depois conversar com os presentes, no sentido de esclarecer as dúvidas e angústias por parte da comunidade científica, tecnológica e académica.
Realizada dia 27 de Março, esta iniciativa integra-se na terceira temporada do ciclo “Ciências às seis”, organizado pela Universidade de Coimbra.
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