Três ativistas cristãos pela paz, todos septuagenários, interromperam o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio, no Senado, gritando palavras de ordem como “Parem com o genocídio” e “Não a mais armas para Israel”.
O alto responsável da Administração de Trump depunha numa audiência do Comité de Relações Externas sobre o orçamento do seu Departamento, quando um clérigo episcopaliano de 79 anos, uma anciã quaker, de 75 e uma cidadã e ativista de Porto Rico, de 74, se insurgiram contra Marco Rubio por este não ter atuado no genocídio em curso em Gaza. Fazendo a sua voz sobrepor-se aos discursos da sessão, afirmaram que “não há solução militar para o conflito entre Israel e a Palestina” e exigiram o “fim da venda de armas dos EUA” ao exército israelita. “Apenas a diplomacia pode trazer os reféns para casa e alcançar a paz”, defenderam ainda.
Os três foram imediatamente detidos pela polícia e retirados da sala onde decorria a sessão. O padre do grupo ainda teve tempo para dizer ao secretário de Estado:
“Você teve uma audiência com sua santidade o Papa Leão. Eu desafio-o a honrar a profunda compaixão do Papa pelo povo de Gaza. Pare o genocídio”.
Esta ação de protesto e denúncia surgiu, no dizer do site Anglican Ink, que dá a informação, na sequência da escalada mortífera de Israel em Gaza no último fim de semana. “Nos ‘carros da Operação Gideon’, mais de 140 palestinianos – principalmente mulheres e crianças – foram mortos em ataques aéreos indiscriminados. Os hospitais estão sitiados, a ajuda é severamente restrita e os civis estão empurrados para as assim chamadas ‘zonas seguras’ que são bombardeadas, provando a campanha de Israel de deslocamento forçado e assassinato em massa”, refere o site.










