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Artigos de Alexandre Abrantes Neves
Enquanto há corrupção, há desesperança

Enquanto há corrupção, há desesperança

“Se o Estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos.” Terá sido assim que noutro tempo Paul Valéry (1871-1945) se referiu àquele que é um dos mais fraturantes assuntos da praça pública portuguesa ao longo da última década: a corrupção. 

Enquanto há corrupção, há desesperança

Abril. O mês que também é do Jornalismo

Em fevereiro de 1978, Saramago sabia muito bem, no seu conto Cadeira, o que era o 25 de Abril: via da janela “que há muito tempo que não tínhamos um tempo assim.” Mais de 40 anos depois, fica aqui a minha aposta: dessa janela, viam-se facilmente as “luzes de aprendizagem e da razão” de que Kennedy falava. Tinham sido os jornalistas a acendê-las – e é por isso que também lhes devemos a liberdade. Obrigado.

Enquanto há corrupção, há desesperança

A primeira vez com medo da guerra

A guerra na Ucrânia é para nós, jovens, a primeira ameaça militar à porta do Ocidente protegido que conhecemos desde sempre. Não sentimos na pele a instabilidade da Guerra Fria nem o pavor do 11 de setembro, mal nos recordamos da Guerra do Iraque e foi de longe que assistimos à Primavera Árabe. O discurso facínora de Putin é a primeira imagem concreta que temos da malvadez imprevisível, impiedosa e sem Humanidade.

Enquanto há corrupção, há desesperança

Dois provérbios e a abstenção das legislativas

Costuma dizer-se que o Natal é quando o Homem quiser, mas depois das últimas eleições legislativas quase que se pode alterar o provérbio para “O Natal é quando a abstenção quiser”. Não houve bacalhau, é pouco provável que alguém se tenha deliciado com sobremesas da avó enquanto acompanhava as projeções e também ninguém correu até aos centros comerciais para comprar as típicas meias ou velas de última hora. Mas, em tudo o resto, a noite eleitoral foi tal e qual um serão de Natal.

Enquanto há corrupção, há desesperança

Apareci nas notícias!

14 de dezembro de 2021. Apareci nas notícias: sou um dos 3591 novos casos de infeção por covid-19. Bem tentei, mas não consegui: cancelei jantares grandes, privilegiei estar só com a minha família e amigos mais próximos, evitei ambientes com demasiadas pessoas, reforcei a máscara, andei menos de transportes públicos, cumpri todas as regras e recomendações e, mesmo assim, o vírus entrou cá em casa.

Confinar o medo?

Confinar o medo?

Todos sentimos o impacto da pandemia, seja por conhecermos alguma vítima ou algum familiar ter sido afetado, por termos ouvido dezenas de reportagens nos media sobre a crise económica ou até por, mais de um ano depois, ainda detestarmos as máscaras. Após quase dois anos de distanciamento, continua o receio de estar perto do outro, a tentação de evitar um café com alguém porque “não tem cuidado nenhum”, de nos afastarmos porque temos receio de levar o vírus para dentro das nossas casas.

Enquanto há corrupção, há desesperança

Enquanto há corrupção, há desesperança

“Se o Estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos.” Terá sido assim que noutro tempo Paul Valéry (1871-1945) se referiu àquele que é um dos mais fraturantes assuntos da praça pública portuguesa ao longo da última década: a corrupção. 

Enquanto há corrupção, há desesperança

Abril. O mês que também é do Jornalismo

Em fevereiro de 1978, Saramago sabia muito bem, no seu conto Cadeira, o que era o 25 de Abril: via da janela “que há muito tempo que não tínhamos um tempo assim.” Mais de 40 anos depois, fica aqui a minha aposta: dessa janela, viam-se facilmente as “luzes de aprendizagem e da razão” de que Kennedy falava. Tinham sido os jornalistas a acendê-las – e é por isso que também lhes devemos a liberdade. Obrigado.

Enquanto há corrupção, há desesperança

A primeira vez com medo da guerra

A guerra na Ucrânia é para nós, jovens, a primeira ameaça militar à porta do Ocidente protegido que conhecemos desde sempre. Não sentimos na pele a instabilidade da Guerra Fria nem o pavor do 11 de setembro, mal nos recordamos da Guerra do Iraque e foi de longe que assistimos à Primavera Árabe. O discurso facínora de Putin é a primeira imagem concreta que temos da malvadez imprevisível, impiedosa e sem Humanidade.

Enquanto há corrupção, há desesperança

Dois provérbios e a abstenção das legislativas

Costuma dizer-se que o Natal é quando o Homem quiser, mas depois das últimas eleições legislativas quase que se pode alterar o provérbio para “O Natal é quando a abstenção quiser”. Não houve bacalhau, é pouco provável que alguém se tenha deliciado com sobremesas da avó enquanto acompanhava as projeções e também ninguém correu até aos centros comerciais para comprar as típicas meias ou velas de última hora. Mas, em tudo o resto, a noite eleitoral foi tal e qual um serão de Natal.

Enquanto há corrupção, há desesperança

Apareci nas notícias!

14 de dezembro de 2021. Apareci nas notícias: sou um dos 3591 novos casos de infeção por covid-19. Bem tentei, mas não consegui: cancelei jantares grandes, privilegiei estar só com a minha família e amigos mais próximos, evitei ambientes com demasiadas pessoas, reforcei a máscara, andei menos de transportes públicos, cumpri todas as regras e recomendações e, mesmo assim, o vírus entrou cá em casa.

Confinar o medo?

Confinar o medo?

Todos sentimos o impacto da pandemia, seja por conhecermos alguma vítima ou algum familiar ter sido afetado, por termos ouvido dezenas de reportagens nos media sobre a crise económica ou até por, mais de um ano depois, ainda detestarmos as máscaras. Após quase dois anos de distanciamento, continua o receio de estar perto do outro, a tentação de evitar um café com alguém porque “não tem cuidado nenhum”, de nos afastarmos porque temos receio de levar o vírus para dentro das nossas casas.

Últimas Notícias

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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