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Artigos de Ana Sofia Brito, Rio de Janeiro
A claustrofobia das cidades grandes

A claustrofobia das cidades grandes

Moro no oitavo andar de um prédio estreito, desses prédios típicos de metrópoles abarrotadas. Durmo engavetada numa mezzanine com o ar condicionado por cima dos joelhos, cozinho atabalhoada num fogão que mais parece um brinquedo infantil; mas, ao menos, tenho uma janela ampla que ocupa toda a parede da sala.

A minha vida daria um livro

A minha vida daria um livro

Há dias, apanhei o Uber de Copacabana para a Barra Da Tijuca – para quem não conhece o percurso, posso esclarecer que demora, dependendo do trânsito, aproximadamente uma hora. O condutor, para quebrar o silêncio da demorada viagem, perguntou que exposição ou filme eu ia ver à Cidade das Artes; respondi-lhe que ia para a apresentação do meu livro na biblioteca do recinto.

Pensamento reflexivo e coração aberto

Pensamento reflexivo e coração aberto

Estive, há dias, num seminário cujas palestras refletiam sobre a questão da orientação sexual e identidade de género. Uma senhora, na fila atrás da minha, levantou a mão para questionar o palestrante acerca da natalidade e procriação – cujo discurso se baseava em estudos factuais sobre as questões propostas. (Opinião Ana Sofia Brito, Rio de Janeiro).

A vida aconteceu lá atrás

A vida aconteceu lá atrás

Uma vez fui muito jovem e tive cabelos “rasta”, ali eu sonhei viajar o mundo sendo artista de rua. Mas sonhei com toda a minha personalidade enfiada no sonho – impulsiva, impaciente, inconsequente. Nessa totalidade era tão fácil realizar sonhos…

Avó, mete mais um prato na mesa do céu

Avó, mete mais um prato na mesa do céu

  Esta manhã fui levar a roupa suja à lavandaria, levava fones ligados, com o podcast de poesia - é a única maneira de conseguir andar nas avenidas de Copacabana sem me deixar estrangular pela confusão - ouço poesia e gente que fala de poesia, como se...

O livro que ele não escolheu

O livro que ele não escolheu

E esse homem que lê o livro que não escolheu. Derrama a imaginação no sarcasmo do travesseiro que é degrau de livraria. Então eu sei que o livro é pai e mãe, e voz serena para embalar quem vai dormir. Só que o sono não chega porque a serenidade não cabe nas páginas de quem continua preta.

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Moro no oitavo andar de um prédio estreito, desses prédios típicos de metrópoles abarrotadas. Durmo engavetada numa mezzanine com o ar condicionado por cima dos joelhos, cozinho atabalhoada num fogão que mais parece um brinquedo infantil; mas, ao menos, tenho uma janela ampla que ocupa toda a parede da sala.

A minha vida daria um livro

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Há dias, apanhei o Uber de Copacabana para a Barra Da Tijuca – para quem não conhece o percurso, posso esclarecer que demora, dependendo do trânsito, aproximadamente uma hora. O condutor, para quebrar o silêncio da demorada viagem, perguntou que exposição ou filme eu ia ver à Cidade das Artes; respondi-lhe que ia para a apresentação do meu livro na biblioteca do recinto.

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Estive, há dias, num seminário cujas palestras refletiam sobre a questão da orientação sexual e identidade de género. Uma senhora, na fila atrás da minha, levantou a mão para questionar o palestrante acerca da natalidade e procriação – cujo discurso se baseava em estudos factuais sobre as questões propostas. (Opinião Ana Sofia Brito, Rio de Janeiro).

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