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Artigos de Helena Araújo, Berlim
House, de Amos Gitai

House, de Amos Gitai

O meu terceiro post sobre os “Reflexos e Reflexões”, que decorreram na semana passada no âmbito dos Berliner Festspiele, é sobre a peça de teatro “House”, que vi no domingo. Ao longo de um quarto de século, o realizador israelita Amos Gitai filmou as pessoas de uma casa centenária em Jerusalém Ocidental, na rua Dor Dor ve Dorshav, que significa algo como “cada geração interpreta à sua maneira”. [Texto de Helena Araújo]

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”

O último dia de “Reflexos e Reflexões” prometia uma tarde bem preenchida: o debate sobre “o 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”, e a peça de teatro “House”, de Amos Gitai, pelo teatro La Colline. Aqui deixo uma síntese do debate, que tentei fazer com a maior fidedignidade possível, a partir dos apontamentos que fui tomando (era proibido tirar fotografias ou fazer gravações, para garantir que todos se sentiam mais livres para falar). [Texto de Helena Araújo]

Contra as trincheiras, o riso

Contra as trincheiras, o riso

Por estes dias, decorre em Berlim a iniciativa “Reflexos e Reflexões”, que Saba-Nur Cheema e Meron Mendel, dois autores e activistas do diálogo entre judeus e muçulmanos, começaram a programar já em janeiro de 2024, no âmbito dos Berliner Festspiele. O objectivo é proporcionar debates com espaço para nuances, como forma de resistir ao processo de entrincheiramento que o 7 de Outubro e a guerra de Gaza estão a provocar na sociedade alemã. [Texto de Helena Araújo]

Por quem os sinos dobram

Por quem os sinos dobram

Nas férias da passagem de ano li Não Terão o Meu Ódio, o diário que Antoine Leiris escreveu nos dias que se seguiram ao ataque ao Bataclan [em Paris], onde perdeu a sua companheira. O quotidiano subitamente rasgado pela violência. As coisas simples: a hora do banho do filhinho, as papas que as mães de outras crianças do infantário preparavam para o bebé, os vestígios da existência da companheira no cheiro das coisas espalhadas pela casa, nos rituais. E em tudo, para sempre: a sua ausência. [Texto de Helena Araújo]

Era uma vez na Alemanha

Era uma vez na Alemanha

No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]

Como lutar contra a extrema-direita

Como lutar contra a extrema-direita

Perante os ataques à Democracia – pérfida e cuidadosamente preparados – a que assistimos de momento em tantos países, perante sondagens que apresentam valores assustadores para a intenção de voto na extrema-direita, a questão que está na ordem do dia é: que fazer? [Texto de Helena Araújo, em Berlim]

Esfregar sal na ferida

Esfregar sal na ferida

Tenho-me perguntado muitas vezes o que estará na origem da escolha do pior horror nazi como termo de comparação para o que Israel – ou o governo de Netanyahu – está a fazer em Gaza. De onde vem esta facilidade (talvez até: este prazer?) em dizer “Holocausto” quando falamos dos crimes cometidos por Israel? — uma reflexão de Helena Araújo

A revolta dos cidadãos com sentido de decência

A revolta dos cidadãos com sentido de decência

Perante o avanço da extrema-direita populista que se tem vindo a consolidar na última década, a maioria silenciosa da Alemanha fez finalmente ouvir a sua voz. No passado fim-de-semana, mais de um milhão de pessoas saíram à rua para afirmar – alto e bom som, com todas as letras e com todas as cores – que querem ter uma sociedade aberta, com lugar para todos e para tudo, excepto para a banalização de discursos fascistóides. [Texto de Helena Araújo, Berlim]

House, de Amos Gitai

House, de Amos Gitai

O meu terceiro post sobre os “Reflexos e Reflexões”, que decorreram na semana passada no âmbito dos Berliner Festspiele, é sobre a peça de teatro “House”, que vi no domingo. Ao longo de um quarto de século, o realizador israelita Amos Gitai filmou as pessoas de uma casa centenária em Jerusalém Ocidental, na rua Dor Dor ve Dorshav, que significa algo como “cada geração interpreta à sua maneira”. [Texto de Helena Araújo]

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”

O último dia de “Reflexos e Reflexões” prometia uma tarde bem preenchida: o debate sobre “o 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”, e a peça de teatro “House”, de Amos Gitai, pelo teatro La Colline. Aqui deixo uma síntese do debate, que tentei fazer com a maior fidedignidade possível, a partir dos apontamentos que fui tomando (era proibido tirar fotografias ou fazer gravações, para garantir que todos se sentiam mais livres para falar). [Texto de Helena Araújo]

Contra as trincheiras, o riso

Contra as trincheiras, o riso

Por estes dias, decorre em Berlim a iniciativa “Reflexos e Reflexões”, que Saba-Nur Cheema e Meron Mendel, dois autores e activistas do diálogo entre judeus e muçulmanos, começaram a programar já em janeiro de 2024, no âmbito dos Berliner Festspiele. O objectivo é proporcionar debates com espaço para nuances, como forma de resistir ao processo de entrincheiramento que o 7 de Outubro e a guerra de Gaza estão a provocar na sociedade alemã. [Texto de Helena Araújo]

Por quem os sinos dobram

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Nas férias da passagem de ano li Não Terão o Meu Ódio, o diário que Antoine Leiris escreveu nos dias que se seguiram ao ataque ao Bataclan [em Paris], onde perdeu a sua companheira. O quotidiano subitamente rasgado pela violência. As coisas simples: a hora do banho do filhinho, as papas que as mães de outras crianças do infantário preparavam para o bebé, os vestígios da existência da companheira no cheiro das coisas espalhadas pela casa, nos rituais. E em tudo, para sempre: a sua ausência. [Texto de Helena Araújo]

Era uma vez na Alemanha

Era uma vez na Alemanha

No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]

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Perante os ataques à Democracia – pérfida e cuidadosamente preparados – a que assistimos de momento em tantos países, perante sondagens que apresentam valores assustadores para a intenção de voto na extrema-direita, a questão que está na ordem do dia é: que fazer? [Texto de Helena Araújo, em Berlim]

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Peter Pan e os seus pais

[Arquipélago Jerusalém]

Peter Pan e os seus pais novidade

Portugal está a tornar-se uma Terra do Nunca onde o nosso Peter Pan vive no antigo quarto de solteiro, tem um mestrado, dois estágios, recibos verdes e palavra-passe das Finanças. Não se recusa a crescer. Recusam-lhe o salário, a casa, a estabilidade e lugar de adulto. Depois acusam-no de não sair de casa. [Texto de Castro Mendes Henriques].

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