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Artigos de Helena Araújo, Berlim
Angela Merkel

Angela Merkel

Partilho o último discurso de Ano Novo de Angela Merkel como chanceler alemã. A princípio não gostava muito dela, e desgostei especialmente na época da crise do euro. A rejeição era tal que, há cerca de 15 anos, os meus filhos sentiram necessidade de tomar uma importante decisão pessoal: anunciaram que gostavam muito dos avós “apesar de eles votarem na Angela Merkel”.

Seremos capazes de entender?

Seremos capazes de entender?

Um amigo meu, médico alemão, viu um homem a sair de uma enfermaria e a fugir pelo corredor soltando gritos horrorosos, completamente fora de si. Era um sobrevivente do Holocausto, que teve uma terrível crise de pânico ao ver-se dentro de um quarto com grades nas janelas. Disse o meu amigo: “Pensava eu que sabia tudo sobre o Holocausto, mas ao ouvir os gritos daquele homem dei-me conta de que afinal ainda não tinha entendido.”

Ídolo

Ídolo

Não sei quem escreveu o livro do Levítico, e gostava de saber, para lhe deitar as culpas retroactivas do fundamentalismo que se abateu sobre vastas áreas da Europa no século XVI, e que levou simpáticos cristãos a destruir inúmeros objectos de arte sacra porque viam neles uma blasfémia.

Não ter medo da covid

Não ter medo da covid

Nesta crise da covid tenho ouvido cada vez mais falar em medo, em “manipulação pelo medo” em “não ceder à estratégia do medo”. Parece que há por aí quem acredite que os governos têm um plano secreto de instalação do totalitarismo, e a covid é apenas uma excelente desculpa para a pôr em prática.

O terror nazi: “Todos devem saber tudo”

O terror nazi: “Todos devem saber tudo”

Uma notícia que li esta semana no Der Spiegel descreve cenas de puro horror. Mas o mundo não pode esquecer o que aconteceu há 75 anos num dos países mais evoluídos do mundo. Temos de saber, temos de estar bem conscientes daquilo de que podemos ser capazes quando atribuímos a pessoas de certos grupos categorias que lhes sonegam a dignidade dos humanos.

30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)

30 anos de Alemanha: tão longe e tão perto (um testemunho)

No dia 4 de Novembro de 1989, um sábado, enquanto eu fazia as malas para me mudar para a Alemanha, na Alexanderplatz, em Berlim Leste decorria uma manifestação com um milhão de pessoas. Gritavam “nós somos o povo” contra um regime que roubava a liberdade às pessoas em nome do que entendia ser o interesse delas.

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Continuar a confiar

[Entre Margens]

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Pós-17 de outubro: bispos franceses apelam à paz e ao diálogo sobre reivindicações justas

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