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Artigos de Manuel Alte da Veiga
Valha-me o bom samaritano

Valha-me o bom samaritano

A idolatria da juventude leva os mais velhos a dizer coisas como “já não tenho idade para mais”. O referido palestrante ridiculariza esta desculpa. Eu vou tendo idade para fazer as coisas com mais experiência e conhecimento – e, portanto, com mais criatividade.
Aproveito ainda não ter lido a carta de Francisco Samaritanus bonus para exemplificar sentimentos e razões que podem nascer das referências e comentários nos meios de comunicação – como no 7MARGENS.

Valha-me o bom samaritano

A redoma de cristal e a festa de todos os santos não canonizados

Na história da Branca de Neve, uma passagem havia que me impressionava singularmente: quando os Sete Anões encontravam a princesa caída por terra, um resto de maçã venenosa na boca. Tão linda continuava, que os Anões decidiram guardar o corpo numa redoma de cristal, para que pudessem olhar para ela e senti-la sempre no espaço familiar. Sonhava eu então que um dia faria assim quando a minha mãe morresse – ela também era muito linda e pequenina…

Valha-me o bom samaritano

Os sinos de bronze antigo

Fui encontrá-los numa aldeia do Minho interior. Tocavam Foi aos pastorinhos às meias horas, acrescentando o Avé de Fátima às horas cheias. Que maravilhosa experiência de comunidade! Aonde o som deles chegasse, toda a natureza, pessoas e animais, toda a movimentação e trabalho, tudo parecia embelezado e mais unido.

Valha-me o bom samaritano

Covid ataca eu-tanásia e faz dela “cré”-tanásia?

Moral da história: a covid19 deixou bem à vista que a sociedade não se sabe preparar para a vida. Tem medo de sofrer, mas pouco ou nada se importa de fazer sofrer. Tem medo de morrer, mas não se importa de matar – aos outros e a si própria – mais ou menos violentamente. E utiliza outra modalidade de gerir a morte (a não confundir com a “cré-tanásia”) – a que podíamos chamar “crio-tanásia”: levar à “morte pelo frio” ou frieza nas relações humanas e nas estratégias de domínio e enriquecimento.

Valha-me o bom samaritano

O domingo do mistério de Deus

Há cada vez mais teólogos de renome a lastimar um domingo dedicado ao esforço da razão para «explicar» o mistério de Deus que a liturgia cristã celebra neste domingo, 7 de Junho, com o nome de Domingo da Santíssima Trindade… O “mistério de um só Deus” foi substituído por uma “trindade de mistérios”: o de Deus criador, pai e mãe em plenitude; o de um ser humano que se deixou penetrar por Deus sem entraves da sua liberdade, conhecimento e vontade; o da actuação perene de Deus na história humana.

Valha-me o bom samaritano

O meu Credo

Como eu gostaria de recitar o Credo cristão (baseado no único e já tão esquecido “símbolo dos Apóstolos”, no “Pai nosso” e em muitas passagens da Bíblia). Quero respeitar Deus como Mistério totalmente indizível; bem como o Mistério da sua “presença” na História da Humanidade. Posições dogmáticas não respeitam nem Deus nem a inteligência humana – e só nos afastam deste Mistério que engloba todo o Universo e toda a Vida.

Valha-me o bom samaritano

Foi um bom centenário, “não é assim”, padre Júlio Fragata?…

O padre Júlio Moreira Fragata nasceu a 17 de Abril de 1920, em Seixo de Ansiães (Carrazeda de Ansiães) e faleceu a 27 de Dezembro de 1985, em Braga. Eminente figura como sacerdote jesuíta, como professor universitário, autor de obras de alto nível científico e conferencista em Portugal e no estrangeiro. Etc. (de verdade). Espera-se realizar a devida homenagem a 20 de Outubro, na sua terra natal. Entretanto, fantasiei o relato da celebração do centenário como se tivéssemos a sua presença física.

Valha-me o bom samaritano

Deus em quarentena

Como deveria ser em todos os 40 dias antes da Páscoa. Somos nós que precisamos de pôr Deus em isolamento: das ideias trapalhonas, relações humanas trapalhonas quando não trapaceiras, e de uma data de coisas que mais atrapalham do que ajudam. Para uma cuidadosa revisão.

Valha-me o bom samaritano

Valha-me o bom samaritano

A idolatria da juventude leva os mais velhos a dizer coisas como “já não tenho idade para mais”. O referido palestrante ridiculariza esta desculpa. Eu vou tendo idade para fazer as coisas com mais experiência e conhecimento – e, portanto, com mais criatividade.
Aproveito ainda não ter lido a carta de Francisco Samaritanus bonus para exemplificar sentimentos e razões que podem nascer das referências e comentários nos meios de comunicação – como no 7MARGENS.

Valha-me o bom samaritano

A redoma de cristal e a festa de todos os santos não canonizados

Na história da Branca de Neve, uma passagem havia que me impressionava singularmente: quando os Sete Anões encontravam a princesa caída por terra, um resto de maçã venenosa na boca. Tão linda continuava, que os Anões decidiram guardar o corpo numa redoma de cristal, para que pudessem olhar para ela e senti-la sempre no espaço familiar. Sonhava eu então que um dia faria assim quando a minha mãe morresse – ela também era muito linda e pequenina…

Valha-me o bom samaritano

Os sinos de bronze antigo

Fui encontrá-los numa aldeia do Minho interior. Tocavam Foi aos pastorinhos às meias horas, acrescentando o Avé de Fátima às horas cheias. Que maravilhosa experiência de comunidade! Aonde o som deles chegasse, toda a natureza, pessoas e animais, toda a movimentação e trabalho, tudo parecia embelezado e mais unido.

Valha-me o bom samaritano

Covid ataca eu-tanásia e faz dela “cré”-tanásia?

Moral da história: a covid19 deixou bem à vista que a sociedade não se sabe preparar para a vida. Tem medo de sofrer, mas pouco ou nada se importa de fazer sofrer. Tem medo de morrer, mas não se importa de matar – aos outros e a si própria – mais ou menos violentamente. E utiliza outra modalidade de gerir a morte (a não confundir com a “cré-tanásia”) – a que podíamos chamar “crio-tanásia”: levar à “morte pelo frio” ou frieza nas relações humanas e nas estratégias de domínio e enriquecimento.

Valha-me o bom samaritano

O domingo do mistério de Deus

Há cada vez mais teólogos de renome a lastimar um domingo dedicado ao esforço da razão para «explicar» o mistério de Deus que a liturgia cristã celebra neste domingo, 7 de Junho, com o nome de Domingo da Santíssima Trindade… O “mistério de um só Deus” foi substituído por uma “trindade de mistérios”: o de Deus criador, pai e mãe em plenitude; o de um ser humano que se deixou penetrar por Deus sem entraves da sua liberdade, conhecimento e vontade; o da actuação perene de Deus na história humana.

Valha-me o bom samaritano

O meu Credo

Como eu gostaria de recitar o Credo cristão (baseado no único e já tão esquecido “símbolo dos Apóstolos”, no “Pai nosso” e em muitas passagens da Bíblia). Quero respeitar Deus como Mistério totalmente indizível; bem como o Mistério da sua “presença” na História da Humanidade. Posições dogmáticas não respeitam nem Deus nem a inteligência humana – e só nos afastam deste Mistério que engloba todo o Universo e toda a Vida.

Valha-me o bom samaritano

Foi um bom centenário, “não é assim”, padre Júlio Fragata?…

O padre Júlio Moreira Fragata nasceu a 17 de Abril de 1920, em Seixo de Ansiães (Carrazeda de Ansiães) e faleceu a 27 de Dezembro de 1985, em Braga. Eminente figura como sacerdote jesuíta, como professor universitário, autor de obras de alto nível científico e conferencista em Portugal e no estrangeiro. Etc. (de verdade). Espera-se realizar a devida homenagem a 20 de Outubro, na sua terra natal. Entretanto, fantasiei o relato da celebração do centenário como se tivéssemos a sua presença física.

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Bíblia da CEP

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A Comissão Coordenadora da Tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disponibilizou a tradução provisória do Livro de Baruc e da Carta de Jeremias, dando continuidade ao processo de revisão e tradução dos textos bíblicos. Como nas restantes publicações, a comissão convida os leitores a enviar sugestões e comentários para contribuir para a revisão do texto.

Bíblia e atenção aos anciãos

[A Palavra e a vida]

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A fé bíblica solicita com vigor o respeito para com o ancião, também por ele ser frágil: “Levanta-te diante dos cabelos brancos e honra o rosto do ancião; teme o teu Deus” (Lev 19,32). Honrar os anciãos era abrir o futuro aos jovens. O sábio Ben Sira recomenda-o: “Não desprezes um ancião, porque também nós envelheceremos” (8,6). [Texto de Armindo Vaz, frade da Ordem dos Carmelitas Descalços]

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