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Artigos de Miguel Panão
O “burnin” em tempos de pandemia

O “burnin” em tempos de pandemia

Com os confinamentos exigidos nestes tempos, alguns retornaram ao teletrabalho, voltando a ter o escritório em sua casa, cuja pilha de roupa e questões dos filhos a atender, pode levar à exaustão, ao dito burnout. Mas isso pode advir, também, de um modo de ser e estar no trabalho que vive mais de distracções do que de realizações, respondendo a inúmeros e-mails, mensagens de Slack, chamadas Skype ou Zoom.

O “burnin” em tempos de pandemia

Prevenir contra a depressão sem medicamentos

A leitura é um hábito que oferece um mundo imaginário onde podemos experimentar como nós e o ambiente que nos rodeia são relacionais e interdependentes. E como tudo está relacionado com tudo, quando lemos, nunca nos sentimos sós. Ler ajuda-nos a amar o lado incompreensível do mundo, e a compreender a faceta do mundo que temos mais dificuldade em amar.

O “burnin” em tempos de pandemia

Libertar do esmagamento estrutural

As nossas estruturas são mais pesadas do que aquilo que Deus criou na natureza. É esta a conclusão de um artigo publicado na Nature. Enquanto há uma preocupação saudável com a criação de Deus, onde se procura escutar o clamor da Terra e o dos pobres que habitam na casa comum, pouco se tem pensado na co-criação com Deus e que é da nossa exclusiva responsabilidade.

O “burnin” em tempos de pandemia

A Ilha da Verdade no Oceano da Desinformação

Quando vejo quanto tempo as pessoas dedicam aos seus ecrãs, dentro e fora de casa, mais ainda em tempo de pandemia onde andamos todos feitos zoomies, isto é, mortos-vivos de zoom em zoom, fico a pensar que não nos podemos queixar de não ter sido avisados. O que procuramos com todo este dinamismo digital? Que valor tem a conectividade permanente para uma vida plena e profunda? Sabemos ainda o que alimenta uma vida profunda?

O “burnin” em tempos de pandemia

Ninguém tem tempo

Entrei pela porta da secretaria do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, onde trabalho, e na conversa com o pessoal administrativo veio à tona o tema da leitura, ao que diziam – “não tenho tempo para ler”. Mais tarde, em conversa com a senhora do quiosque onde a minha filha foi fazer o seu passe, voltei a ouvir – “antes conseguia fazer uma caminhada de duas horas no Choupal. Agora não tenho tempo.” Ninguém tem tempo, e todos têm razão, porque o tempo não se possui. Por isso, qual a raíz desta queixa?

O “burnin” em tempos de pandemia

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Uma característica sinodal é escutar os outros

[Entre Margens]

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